O Smart #6 EHD está prestes a ser revelado e, além de estrear um novo grupo propulsor, inaugura uma nova tipologia na gama: trata-se de uma berlina, a primeira da história da marca. A base técnica é a arquitetura Geely PMA2+, uma evolução da plataforma modular SEA que já serve o Zeekr 007, que permitiu aos engenheiros desenvolver o sistema NordThor 2.0, um conjunto híbrido plug-in que combina um motor 1.5 turbo a gasolina de 120 kW (161 cv) com um motor elétrico dianteiro de 268 cv. O resultado é uma potência total combinada de 429 cv.
Além deste nível de rendimento, o novo híbrido da Smart impõe números interessantes de autonomia. Segundo o ciclo de homologação chinês CLTC, o #6 é capaz de percorrer até 1.810 km com o depósito cheio e a bateria carregada. Em modo exclusivamente elétrico, a versão mais capaz oferece até 285 km, um valor que fica muito acima da média do segmento dos híbridos plug-in (mas, claro, há que contar com o otimismo das medidas chinesas; nos testes europeus, é de esperar um desconto de uns quantos quilómetros). A juntar a isto, a eficiência também impressiona: o consumo médio homologado é de apenas 3,9 l/100 km.
Novo híbrido é o maior Smart de sempre

Com 4.906 mm de comprimento, 1.922 mm de largura e 1.508 mm de altura, o #6 EHD supera todos os modelos anteriores da marca. A distância entre eixos de 2.926 mm , a maior de sempre num Smart , aproxima a berlina desportiva de concorrentes premium de médio porte. Para se ter uma ideia, as suas proporções situam-no no raio de ação das referências germânicas, do Mercedes-Benz Classe E ao BMW Série 5.
Entre os detalhes visuais que marcam a personalidade do #6 EHD destacam-se a pintura amarela, as pinças de travão a condizer, o tejadilho inclinado e a asa traseira ajustável eletricamente. O sedan integra ainda um sensor LiDAR no tejadilho, câmaras laterais e puxadores de porta embutidos, antecipando um forte investimento em tecnologias de condução avançada.
Embora o habitáculo ainda não tenha sido oficialmente revelado, espera-se um cockpit digital com um grande ecrã central, assistência por voz com inteligência artificial e funcionalidades de condução autónoma suportadas pelo sofisticado sistema de sensores externos. Tudo indica que o interior será espaçoso e focado no conforto dos ocupantes.
Duas baterias de lítio-ferro-fosfato (LFP)
O motor elétrico do #6 EHD é alimentado por baterias de lítio-ferro-fosfato (LFP), fornecidas pela SVOLT ou CATL, disponíveis em duas capacidades. A versão de entrada vem equipada com uma bateria de 20 kWh, suficiente para garantir até 135 km de autonomia elétrica (CLTC). Já a bateria de 41 kWh permite atingir os referidos 285 km em modo elétrico, transformando o #6 EHD numa opção extremamente versátil tanto para a cidade como para longas distâncias.
Smart está a regressar às origens

O #6 EHD será o novo porta-estandarte híbrido plug-in da marca, um símbolo da transformação tecnológica e da ambição global da empresa, e a escolha da China como palco para a estreia mundial sublinha a importância estratégica deste lançamento, num mercado onde a competição no segmento dos eletrificados é feroz e a inovação dita as regras do jogo.
Mas, enquanto expande a oferta para segmentos maiores e para os motores a combustão, a Smart prepara também o lançamento do compacto #2 totalmente elétrico para 2026, inspirado no icónico Fortwo, um passo estratégico face à crescente procura por veículos citadinos elétricos e um regresso simbólico às origens da marca.
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