Smart #6, a berlina pensada para a China que gostávamos de ver por cá

Grande, espaçosa, de linhas elegantes e, como híbrido plug-in, capaz de percorrer grandes distâncias em modo elétrico. O #6 foi uma das estrelas do stand da Smart no Salão de Pequim. Só ainda não se base se chegará à Europa.
Do 8 ao 80: já com a certeza de que vamos voltar a ter um Smart de dois lugares, com o #2, regressando ao espírito que motivou o nascimento da marca de criar um real citadino que nunca se amedrontou em viagens maiores, é confirmado o #6, uma berlina de quase cinco metros – só ainda não se sabe se vamos ter oportunidade de o ter no mercado luso, até porque, para já, parece ter sido feita à medida da China.
A intenção da marca, atualmente parte do universo chinês Geely, já se conhecia desde o fim do ano passado, mas, depois do Salão de Pequim, fica a certeza de que o #5 depressa deixará de ser o maior da gama. Com 4,90 metros de comprimento, 1,92 m de largura e 1,5 m de altura, o #6 é apresentado como uma berlina de três volumes, que, inicialmente, será proposto somente com mecânica híbrida de ligar à corrente, com um detalhe impressionante: entre o depósito de combustível e a bateria reclama uma autonomia para 1810 quilómetros. É certo que o número é registado no otimista ciclo chinês, mas, mesmo aplicando um desconto, continuaria a ser um valor muito interessante segundo a norma europeia.
Mecânica “smart”
O Smart #6 é animado por um motor a gasolina de 1,5 litros com 163 cv, que se junta ao sistema elétrico de 200 kW (272 cv). O conjunto anuncia uma potência impressionante de 430 cv, o que é um bom auguro para as performances, que não sacrificam eficiência. O consumo anunciado é de apenas 3,9 litros por cada 100 quilómetros, sendo que há duas baterias à escolha: de 20 kWh e de 41,46 kW de capacidade.
Elegância à alemã
Se, por dentro, é um coração chinês que bate e tecnologia da Geely que permite que chegue com sensor LiDAR, por fora, saltam à vista as linhas que costumamos encontrar em modelos alemães. O design transmite elegância, com formas arredondadas nas laterais, havendo até detalhes que nos podem lembrar os Mercedes-Benz, não tenha a Smart raízes em Estugarda. A traseira é pontificada por um spoiler ativo, ajustável automaticamente, dependendo da velocidade.
Já o habitáculo reclama um lugar entre os premium, com materiais que aparentam boa qualidade e muito espaço a bordo, fruto de uma distância entre eixos de 2,92 metros. E, claro, mais tecnologia: em Pequim, durante o salão automóvel que decorreu nos últimos dias, a Smart revelou um interior desafogado, recheado de ecrãs: são três, todos de grandes dimensões, um para a instrumentação, um segundo para o infoentretenimento e funcionalidades do automóvel e um terceiro dedicado a quem ocupa o lugar do passageiro.
Quando chega?
A resposta mais honesta é que nem se sabe se chegará. No entanto, seria uma solução bem-vinda às estradas nacionais, com números que lhe permitiriam beneficiar das soluções fiscais para os plug-in.