O sistema avançado de condução autónoma da marca fundada por Elon Musk já está disponível na China, com a Tesla a tentar apanhar os emblemas chineses.

Depois da estreia em solo norte-americano e de ter anunciado a sua chegada a mercados selecionados, como Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Lituânia, México, Nova Zelândia, Países Baixos e Porto Rico, a Tesla acelera a fundo na China, com a introdução do seu sistema avançado de condução autónoma.

A novidade foi revelada na conta oficial da empresa na rede social X, também propriedade de Elon Musk, e é um passo de gigante para a Tesla num mercado onde as empresas chinesas começam a dar cartas na introdução de sistemas avançados de condução autónoma. Também é anunciada poucos dias depois do multimilionário ter feito parte da comitiva de Donald Trump na visita de Estado a Pequim, e os dois factos podem estar relacionados.

É que a introdução do sistema Full Self-Driving (FSD) não tem sido facilitada pelas autoridades chinesas, inquietas com questões relacionadas com a segurança de dados e privacidade, mesmo depois de Musk ter assinado um acordo com a gigante digital Baidu para obter licenças de navegação e mapas, em 2024.

Tesla “em guerra” pela China

O mercado chinês mantém-se como uma peça-chave para o sucesso da Tesla, pela sua dimensão e pela forte adesão aos veículos elétricos, tendo a companhia registado em Abril um forte aumento homólogo nas vendas, de 35,96% (ainda que a má publicidade no ano passado, devido ao envolvimento de Musk na Administração Trump, possa ter influenciado os números de 2025 pela negativa).

Ainda assim, a norte-americana tem cada vez uma concorrência mais feroz, com marcas como a BYD ou a Xpeng a reclamarem um lugar de topo entre as preferências dos automobilistas chineses e a mostrarem que estão tecnologicamente aptas a fazer frente ao emblema que revolucionou a forma como se olha para um veículo elétrico , e até para um automóvel.

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