Foi o automóvel mais vendido na China em 2025 e prepara-se agora para tentar repetir parte desse sucesso na Europa. O Geely E2 já começou a chegar aos primeiros mercados europeus e Portugal também está nos planos, embora seja necessário esperar até 2027 para o vermos por cá.
Conhecido como Geely Xingyuan no mercado chinês e como EX2 noutros países, este pequeno elétrico conseguiu um feito particularmente relevante: terminou 2025 com 465.775 unidades vendidas na China, liderando as vendas naquele que é o maior mercado automóvel do mundo.
Na Europa terá o nome E2 e chega com uma receita relativamente simples: dimensões compactas, cinco lugares, duas opções de bateria e até 345 km de autonomia WLTP.
Para Portugal ainda não existe um preço oficial. Mas já sabemos que vem.
O Geely E2 chega a Portugal em 2027
A expansão europeia do Geely E2 já começou, mas não acontecerá simultaneamente em todos os países.
O modelo está a entrar progressivamente em vários mercados europeus, com preços que variam consoante o país, a versão e as campanhas comerciais aplicadas.
Portugal terá de esperar mais algum tempo. A chegada ao mercado nacional está prevista para 2027, embora ainda não exista uma data concreta para o lançamento.
Também não foi revelado quanto custará por cá.
Responsáveis da Geely Europa já indicaram, contudo, que os preços europeus deverão ficar acima dos 21 mil euros. O valor praticado na China, onde o modelo custa o equivalente a cerca de nove mil euros na versão de entrada, não será por isso replicado na Europa.
Foi o automóvel mais vendido na China

É provavelmente o melhor cartão de visita do novo Geely.
O E2 que chegará à Europa deriva do Xingyuan comercializado na China, onde o modelo se transformou num enorme sucesso.
Em 2025 foram comercializadas 465.775 unidades, suficientes para colocar o modelo no primeiro lugar das vendas de automóveis na China. E não estamos a falar apenas do elétrico mais vendido: liderou o mercado automóvel chinês considerando todas as motorizações.
O sucesso prolongou-se em 2026, com o modelo a continuar entre os automóveis mais procurados pelos consumidores chineses.
A versão europeia não será, contudo, uma simples importação do automóvel vendido na China. A Geely está a adaptar o E2 às exigências de homologação, segurança e utilização dos mercados europeus.
Pequeno, mas não tanto quanto parece

A designação de citadino pode fazer pensar num automóvel das dimensões de um Dacia Spring, mas o E2 é substancialmente maior.
O modelo europeu mede cerca de 4,14 metros de comprimento, 1,81 metros de largura e 1,58 metros de altura, enquanto a distância entre eixos chega aos 2,65 metros.
São dimensões que o colocam entre os utilitários de maiores dimensões e que permitem oferecer cinco lugares.
Um dos argumentos mais interessantes encontra-se na capacidade de carga. A bagageira traseira disponibiliza 375 litros, podendo chegar aos 1.320 litros com os bancos traseiros rebatidos.
Como utiliza um motor elétrico instalado no eixo traseiro, sobra ainda espaço debaixo do capot para um compartimento dianteiro, ou frunk, com 70 litros.
Com os cinco lugares disponíveis, o E2 oferece assim dois espaços de arrumação que totalizam 445 litros.
Duas baterias e até 345 km de autonomia
Na configuração anunciada para os primeiros mercados europeus, o Geely E2 será proposto com diferentes versões.
A variante de entrada utiliza uma bateria de aproximadamente 35 kWh e anuncia uma autonomia até 252 km segundo o ciclo WLTP.
As versões superiores recebem uma bateria de cerca de 47 kWh, permitindo aumentar a autonomia até aos 345 km WLTP.
Também existem diferenças ao nível da potência. A versão de entrada anunciada para alguns mercados europeus conta com 60 kW, equivalentes a cerca de 82 cv, enquanto as versões mais potentes sobem para 85 kW, aproximadamente 116 cv.
Não são números pensados para transformar o E2 num elétrico de altas prestações ou num automóvel dedicado a grandes viagens. A aposta parece ser outra: oferecer autonomia suficiente para a utilização quotidiana sem recorrer a uma bateria de grandes dimensões, ajudando assim a controlar peso e preço.
E quanto demora a carregar?
A potência de carregamento rápido em corrente contínua também varia consoante a bateria.
As especificações europeias apontam para potências máximas de 60 kW na versão com a bateria mais pequena e 80 kW nas variantes equipadas com a bateria de maior capacidade.
São valores relativamente modestos face aos automóveis elétricos mais caros e tecnologicamente sofisticados do mercado.
Mas o E2 também joga noutra categoria. Com baterias relativamente pequenas e uma utilização sobretudo orientada para percursos urbanos e suburbanos, a potência máxima de carregamento não conta toda a história.
Não é apenas o preço que a Geely quer utilizar como argumento

Outro dos elementos que poderá ajudar o E2 a destacar-se é o equipamento.
Nas especificações anunciadas para a Europa encontramos elementos como um grande ecrã central de 14,6 polegadas, sete airbags, bancos dianteiros aquecidos e suspensão traseira independente multilink.
A Geely segue assim uma estratégia que se tornou habitual entre vários fabricantes chineses: combinar preços competitivos com uma dotação de equipamento elevada.
O espaço interior poderá ser outro argumento. Os 2,65 metros entre eixos são particularmente generosos para um automóvel com pouco mais de quatro metros de comprimento.
Vai encontrar muita concorrência na Europa

O sucesso na China não significa automaticamente que o Geely E2 terá uma vida fácil na Europa.
O mercado dos pequenos elétricos mudou significativamente nos últimos anos e o novo modelo encontrará propostas como o Renault 5 E-Tech, Citroën ë-C3, BYD Dolphin Surf e Dacia Spring.
Além do preço e da autonomia, fatores como a rede de concessionários, assistência pós-venda, valor residual, condições de garantia e reconhecimento da marca terão um peso importante na decisão dos compradores europeus.
É precisamente neste último ponto que a Geely ainda tem caminho para percorrer como marca própria.
O grupo, contudo, está longe de ser um recém-chegado à indústria automóvel europeia. A Geely Holding está por detrás de várias marcas conhecidas internacionalmente e a Geely Auto está agora a acelerar a expansão europeia com o seu próprio nome.
Quanto poderá custar o Geely E2 em Portugal?
É a pergunta que ainda não tem resposta.
Já sabemos que o E2 está destinado ao mercado português em 2027, mas ainda não existe um preço oficial para Portugal.
As indicações conhecidas apontam para um preço europeu acima dos 21 mil euros, muito distante dos cerca de nove mil euros que a versão de entrada pode custar na China.
Ainda assim, não devemos utilizar os preços de outros países para antecipar diretamente o valor português. Fiscalidade, equipamento, versões comercializadas e estratégia da marca podem fazer com que existam diferenças entre mercados.
Teremos, por isso, de esperar pela apresentação nacional para saber exatamente onde o E2 ficará posicionado.
Da China para Portugal

O Geely E2 chega à Europa numa posição pouco habitual para um modelo praticamente desconhecido do público europeu.
Não precisa de provar que consegue vender em grandes números. Já o fez.
O verdadeiro desafio será perceber se a fórmula que levou o Xingyuan ao primeiro lugar na China funciona num mercado europeu bastante diferente, onde as exigências dos consumidores, a concorrência e o enquadramento regulamentar colocam novos desafios. Portugal fará parte dessa experiência em 2027.
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