A francesa Renault anunciou um prejuízo de 10.931 milhões de euros em 2025, valor que se contrapõe ao lucro de 752 milhões no ano anterior. A quebra, explicou, estará relacionado com o impacto financeiro da participação na Nissan.

Um resultado negativo de quase 11 mil milhões de euros. O desaire da construtora francesa, que até conseguiu uma faturação de 57.922 milhões (um aumento de 3%), estará relacionado com a participação que a Renault mantém da Nissan.

Em comunicado, a marca do losango esclareceu que, sem o impacto nas suas contas da participação na empresa nipónica, 2025 teria sido um ano de lucros, ainda que inferiores a 2024: de 715 milhões de euros contra os 752 milhões no ano anterior.

Apesar do forte trambolhão, a Renault destacou a resistência dos seus resultados num contexto económico complexo e garantiu que encara o futuro imediato com otimismo, enquanto indicou que revelará a sua estratégia industrial para os próximos anos no próximo dia 10 de março, numa altura em que já se sabe que 2026 ficará marcado por vários lançamentos relevantes. É o caso do novo Clio, do Twingo E-Tech (na imagem), da carrinha Trafic, de duas novas variantes do Dacia Spring elétrico ou do Alpine A390.

Há ainda planos para maiores investimentos na América Latina e para a entrada do importante Dacia Duster no enorme mercado indiano, o que faz com que a marca anteveja um aumento de faturação, admitindo, porém, que o regresso a uma situação financeira saudável também passará por poupanças e cortes, nomeadamente ao nível da produção, com a marca a precisar que pretende reduzir, no custo variável de fabrico anual, 400 euros por veículo.

“Os nossos resultados de 2025, num ambiente de mercado desafiante, demonstram o compromisso das nossas equipas em oferecer um desempenho consistente e de alto nível entre os intervenientes da indústria automóvel”, apontou François Provost, CEO do Grupo Renault, acrescentando que “em poucas semanas, apresentaremos a nossa estratégia destinada a expandir os nossos negócios e reforçar a resiliência do nosso modelo operacional e financeiro”.

No ano passado, a Renault vendeu 2,3 milhões de veículos em todo o mundo, um aumento de 3,2% num setor que cresceu 1,6%, com aumentos nas suas três marcas: Renault, Dacia e Alpine.

A fabricante destacou o aumento das vendas de veículos elétricos na Europa, com um crescimento de 77,3 %, representando 14 % do total das vendas da marca, enquanto os híbridos representaram 30%, depois de terem crescido 35,2%. Também as vendas fora da Europa cresceram, sobretudo na América Latina, Coreia do Sul e em Marrocos.

Leia também:

Leia também