O Omoda 9 chega ao mercado português com uma proposta ambiciosa. O novo SUV topo de gama da marca chinesa combina uma potência de 537 cv, tecnologia híbrida plug-in e um elevado nível de equipamento de série por um preço de lançamento a partir de 52.900 euros.
Num segmento onde modelos com características semelhantes costumam apresentar preços significativamente superiores, o Omoda 9 pretende afirmar-se como uma alternativa para quem procura desempenho, autonomia e tecnologia sem entrar nos valores normalmente associados às marcas premium europeias.
Mas será que o preço competitivo é suficiente para conquistar os compradores portugueses?
Omoda 9: o novo topo de gama da marca
O Omoda 9 é atualmente o modelo mais sofisticado da Omoda, marca pertencente ao grupo chinês Chery Automobile, um dos maiores fabricantes automóveis da China.
Criada para a expansão internacional do grupo, a Omoda procura posicionar-se no segmento generalista superior, privilegiando o design, a tecnologia e uma oferta de equipamento bastante completa.
Em Portugal, a chegada da marca faz parte da estratégia de expansão da Chery na Europa, onde vários fabricantes chineses têm vindo a aumentar a sua presença através de novos modelos eletrificados e de redes próprias de distribuição e assistência.
Motorização híbrida plug-in com 537 cv
Ao contrário do que muitos poderão pensar, o Omoda 9 não é um automóvel 100% elétrico.
O SUV utiliza o sistema Super Hybrid System (SHS), que combina um motor 1.5 turbo a gasolina com três motores elétricos, desenvolvendo uma potência combinada de 537 cv e 650 Nm de binário.
Segundo a marca, este conjunto permite acelerar dos 0 aos 100 km/h em 4,9 segundos, colocando o Omoda 9 entre os SUV híbridos plug-in mais potentes atualmente disponíveis no mercado português.
A transmissão é assegurada por uma caixa híbrida dedicada de três velocidades, concebida para otimizar a eficiência e o desempenho em diferentes condições de utilização.
Até 145 km em modo elétrico

Outro dos argumentos do Omoda 9 é a autonomia.
Equipado com uma bateria de 34,46 kWh, o modelo anuncia até 145 quilómetros de autonomia em modo exclusivamente elétrico, segundo o ciclo WLTP.
Quando a bateria e o depósito de combustível são utilizados em conjunto, a autonomia combinada pode ultrapassar os 1.100 quilómetros, de acordo com os valores divulgados pela marca.
Para muitos condutores, esta autonomia elétrica poderá ser suficiente para realizar as deslocações diárias sem recorrer ao motor de combustão, mantendo a flexibilidade de um híbrido plug-in para viagens mais longas.
Tecnologia e equipamento
O Omoda 9 aposta igualmente na tecnologia embarcada.
O habitáculo apresenta dois ecrãs panorâmicos de grandes dimensões, um sistema de infoentretenimento com conectividade para smartphones, comandos por voz e um conjunto alargado de sistemas de assistência à condução.
Entre o equipamento disponível encontram-se ainda bancos dianteiros com regulação elétrica, climatização automática, sistema de câmaras de 540 graus, teto panorâmico e diversos sistemas de segurança ativa.
A marca pretende posicionar o modelo como uma proposta tecnologicamente competitiva sem recorrer a uma extensa lista de opcionais.
Quem são os principais concorrentes?
O Omoda 9 entra num segmento onde enfrenta modelos híbridos plug-in já bem estabelecidos.
Entre os principais concorrentes encontram-se o BMW X3 xDrive30e, o Mercedes-Benz GLC 300 e, o Volvo XC60 Recharge, o Lexus NX 450h+ e o Mazda CX-60 PHEV.
Face a estes modelos, o SUV da Omoda procura distinguir-se sobretudo através da relação entre potência, autonomia elétrica, equipamento e preço de aquisição.
Será, no entanto, o mercado a determinar até que ponto os consumidores valorizam estes argumentos face ao prestígio e à reputação das marcas europeias e japonesas.
O que significa este preço?
Com um preço de lançamento de 52.900 euros, o Omoda 9 posiciona-se abaixo de muitos dos SUV híbridos plug-in de dimensão semelhante disponíveis no mercado português.
Ainda assim, o preço de aquisição é apenas um dos fatores a considerar.
Aspetos como a rede de assistência, a disponibilidade de peças, os custos de manutenção, a valorização futura e a confiança na marca continuam a ter um peso importante na decisão de compra, sobretudo num veículo deste segmento.
À medida que a presença da Omoda em Portugal cresce, será igualmente importante acompanhar a evolução da rede de concessionários e do serviço pós-venda.
Vale a pena considerar o Omoda 9?
O Omoda 9 apresenta uma proposta diferenciadora para quem procura um SUV familiar de grandes dimensões com elevados níveis de desempenho e uma autonomia elétrica suficiente para grande parte das deslocações diárias.
A combinação entre potência, tecnologia e equipamento torna-o numa alternativa interessante dentro do segmento dos híbridos plug-in.
Contudo, como acontece com qualquer marca recém-chegada ao mercado português, fatores como a reputação, a valorização em segunda mão e a maturidade da rede de assistência deverão continuar a influenciar a decisão de muitos compradores.
A verdadeira resposta surgirá com a utilização no dia a dia e com a forma como a marca conseguir consolidar a sua presença no mercado nacional nos próximos anos.
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