Nova variante híbrida plug-in promete o melhor dos dois mundos: desempenho de desportivo com até 952 cv de potência, autonomia para mais de 1.200 km e carregamento em apenas nove minutos.
Não há nada de simples num superdesportivo com quase 1.000 cv de potência, mas a Lotus garante que o Eletre X, a primeira proposta da marca assente na arquitetura proprietária X-Hybrid, foi concebido a partir de um princípio básico: acabar com o “calcanhar de Aquiles” da ansiedade de autonomia através de uma abordagem híbrida plug-in, que, neste caso, combina um sistema elétrico de 70 kWh, arquitetura de 900 volts e um motor turbo de 2,0 litros a funcionar como gerador de bordo.
Mais de 1.200 km sem ansiedade
Para a Lotus, o grande trunfo do Eletre X está na sua versatilidade de utilização. A marca britânica do Grupo Geely explica que, em modo puramente elétrico, a autonomia deste SUV ronda os 350 km, extraídos de uma bateria NCM com uma capacidade bruta de 70,1 kWh (65,8 kWh úteis) , mais do que suficiente para a maioria dos trajetos diários. Mas, quando o motor a combustão entra em cena, alimentado por um depósito de 52 litros, o número combinado ultrapassa os 1.200 km em ciclo WLTP. Ou seja: é possível atravessar Portugal sem pensar em carregadores ou postos de abastecimento.
O que mesmo assim não impede o Eletre X de reclamar o estatuto de um dos veículos eletrificados mais rápidos do mercado: dos 20 aos 80% em apenas nove minutos num carregador rápido de 350 kW. O tempo de um café, como o marketing da Lotus faz questão de lembrar.
Sistema híbrido único no mercado
O sistema X-Hybrid, que a marca considera ser o primeiro do género na Europa, integra um motor a combustão de 1.974 cm³ com 197 cv, complementado por três unidades elétricas: duas posicionadas à frente e uma atrás. No eixo dianteiro, os motores têm funções distintas , um deles, com 204 CV, atua como motor de arranque e gerador, enquanto o outro, de 421 CV, é dedicado à tração. Já no eixo traseiro, encontra-se um motor elétrico de 530 CV, que garante a tração integral ao veículo.
A gestão é feita de forma inteligente entre os regimes totalmente elétrico, híbrido em série (com extensor de autonomia) e híbrido em paralelo, com o objetivo de otimizar o consumo, garantir respostas rápidas e adaptar-se a qualquer situação de condução.
Em termos de prestações, a variante menos potente acelera dos 0 aos 100 km/h em 4,9 segundos, alcançando 210 km/h de velocidade máxima; a versão mais potente faz o mesmo sprint em 3,3 segundos e atinge os 230 km/h.
Chassis com ADN Lotus e até 120 kg mais leve
Com 5103 mm, o Eletre X tem mais 17,3 cm que o Porsche Cayenne e 12,4 cm adicionais na distância entre eixos, sendo depois 4,3 cm mais baixo que o alemão. Mas apesar do tamanho e do peso de um SUV de grandes dimensões, o Lotus foi beber quase 80 anos de experiência em engenharia de performance para garantir que o chassis, a suspensão e a aerodinâmica estão à altura dos pergaminhos da marca.
Entre os argumentos técnicos, destaca-se a presença de um sistema ativo de controlo de rolamento (48V) que gera até 1.400 Nm para manter a carroçaria estável nas curvas, uma suspensão pneumática de dupla câmara e amortecedores adaptativos de dupla válvula, com resposta em 2 milissegundos e a asa traseira ativa que gera até 120 kg de carga aerodinâmica em travagem.
E, com tudo isto, a Lotus conseguiu um feito notável para a dinâmica do SUV: o Eletre X H550 é até 120 kg mais leve que o Eletre 900, graças a todas as otimizações operadas na estrutura, no sistema elétrico e até na base da bateria.
Interior: tecnologia, conforto e sustentabilidade
Dentro do habitáculo, o ambiente é desportivo q.b., com materiais como fibra de carbono, Alcântara e o tecido reciclado Wyron Truecycled, uma aposta da Lotus na sustentabilidade sem comprometer a imagem de qualidade. O condutor tem ao dispor um head-up display que projeta as informações essenciais no campo de visão, um painel de instrumentos digital de 12,6 polegadas e dois ecrãs táteis , um central e outro para o passageiro da frente ,, tudo comandado pelo sistema Lotus Hyper OS de infoentretenimento.
A experiência sonora fica a cargo de um sistema de som KEF com 23 altifalantes e tecnologia Uni-Q, que coloca os agudos e médios no mesmo eixo acústico para uma imersão total. A bordo, há ainda 30 sensores de perceção e a arquitetura de computação NVIDIA Thor, que trabalham em segundo plano para aumentar a confiança do condutor sem nunca se imporem.
Quando chega e quanto custa?
Quanto a preços, Portugal ainda espera por números. Em Espanha, o H550 arranca nos 98.990 euros e o H1000 nos 122.990 euros. As entregas no país vizinho começam em outubro, mas as encomendas já estão abertas.
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