A Lamborghini apresentou oficialmente o Revuelto SV, que mantém a fórmula de mais potência e foco em circuito, mas pela primeira vez associada ao peso da eletrificação.

Na Lamborghini, a lendária sigla SV (Super Veloce) sempre significou menos peso e mais velocidade. Mas, no novíssimo Revuelto SV, os engenheiros de Sant’Agata Bolognese atreveram-se a reescrever as regras do jogo.

Ao contrário do Murciélago SV e do Aventador SV, que ficaram mais leves do que as versões base, a versão mais extrema e focada em pista do supercarro híbrido V12 da marca do touro não perdeu um grama pelo caminho: pesa exatamente o mesmo do que o Revuelto "normal" (1.847 kg), mas ganhou potência.

O sistema híbrido (V12+3 motores elétricos) foi otimizado para debitar agora 1.065 cv, um ganho de 50 cv, que fazem deste Revuelto SV o segundo carro de estrada mais potente da história da marca italiana (só atrás do ultraexclusivo Fenomeno de 1.080 cv, limitado a apenas 29 unidades).

Mais “músculo”, mas com o mesmo peso

Pela primeira vez a sigla sv está associada ao peso da eletrificação

O novo supercarro da marca do touro mantém o V12 de 6.5 litros naturalmente aspirado em posição central-traseira, que continua a debitar 825 cv e a “cortar” às 9500 rpm. Os 50 cv extra que distinguem este SV do Revuelto "normal" chegam pela via elétrica.

A bateria de iões de lítio viu a sua capacidade praticamente duplicada, passando de 3,8 para 7,3 kWh, o que, segundo a Lamborghini, garante quatro vezes mais consistência na entrega de potência em pista , evitando a tradicional quebra de performance em voltas consecutivas.

O trio de motores elétricos (dois no eixo dianteiro e um na caixa de oito velocidades de dupla embraiagem montada transversalmente) beneficia diretamente deste extra de energia para os números de homologação brutais: 2,4 segundos de 0 a 100 km/h (menos 0,1s que o modelo base) e 6,7s na medição de 0 a 200 km/h (menos 0,3s que a versão standard).

O peso extra da bateria maior foi compensado pelo uso maciço de fibra de carbono , presente em 25 componentes exteriores ,, mas, acima de tudo, o foco deste carro deixou de ser apenas a reta para passar a ser dinâmica em curva.

Suspensão passiva como nos GT3

Para transformar o Revuelto num carro vincadamente racing para pista, a marca italiana trocou a suspensão ativa por um esquema passivo com regulação manual, diretamente inspirado no Temerario GT3 de competição. O resultado é um aumento de 17% na agilidade e de 10% no "grip" lateral, revelando a orientação desta versão.

A acompanhar esta mudança, o SV estreia os sensores 6D (já vistos no Temerario), que calculam em tempo real a inclinação, o rolamento e a guinada do automóvel para um controlo dinâmico ainda mais preciso.

O pacote aerodinâmico é outro capítulo fundamental. O novo para-choques dianteiro, o aileron traseiro fixo em fibra de carbono e a famosa "Gurney flap" no rebordo da carroçaria aumentam a carga descendente total em 80%. Esta “colagem” ao asfalto tem, no entanto, um preço: a velocidade máxima fica-se pelos 345 km/h, face aos "mais de 350" do Revuelto convencional.

A travagem também foi revista. O sistema CCM-R Plus oferece mais 11% de desaceleração e uma dissipação de calor 23% superior, traduzindo-se numa distância de 200 a 0 km/h de apenas 110 metros (contra 121 metros do modelo base). Para completar o círculo, a Bridgestone calçou-lhe pneus semi-slick Potenza Race R de série, maximizando a aderência em curva. E os números não mentem: no circuito de Hockenheim, o Revuelto SV registou 1:41,60, quase seis segundos mais rápido que o Aventador SVJ.

Um touro de corridas dentro e fora do cockpit

Se a performance em pista convence, o cockpit não lhe fica atrás no espírito de competição. No interior, a marca manteve-se fiel ao conceito "Feel Like a Pilot", optando por baquets integralmente em fibra de carbono, mudando os painéis das portas, que agora são compostos por materiais mais leves.

Pela primeira vez num Revuelto, surge o exclusivo modo de condução "Pilota", que afina a resposta do carro para uma experiência em pista.

Exteriormente, a exclusividade é reforçada pelas novas jantes de porca única (com estrutura hexagonal no interior), pelo redesenhado logótipo SV nas laterais e na traseira, e pela possibilidade de personalizar o lettering traseiro da Lamborghini em acabamentos Shiny Black, Matt Black ou Matt Bronze , em substituição do tradicional Shiny Silver.

Limitado a 1963 unidades, uma homenagem ao ano de fundação da Lamborghini, o Revuelto SV promete ser um dos colecionáveis de Sant’Agata Bolognese mais desejados da década.

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