A mudança na liderança do gabinete de design da Polestar começa a dar frutos: o Formula 2030 antecipa elementos visuais da renovação do fastback 100% elétrico Polestar 2 e do futuro SUV compacto Polestar 7.

A Polestar, marca automóvel nascida em 2017, começa agora a desenhar o futuro, apontando como será a sua gama em 2030. E, não por acaso, tratou de incluir esse ano no nome do protótipo que antecipa alguns dos elementos visuais que poderão ser observados em novos modelos. O Formula 2030 antecipa elementos de design que estarão presentes no novo Polestar 2, cujo lançamento está previsto para 2027, bem como no futuro Polestar 7, ainda sem data de lançamento.

O Formula 2030 foi pensado, assim, como uma visão futura do design da Polestar, mas não deixa de ter outros objetivos, como admite o emblema, nomeadamente dar corpo a uma “estratégia mais ampla”, delineada para “assegurar a continuidade do crescimento do negócio e impulsionar a rentabilidade”, sem esquecer os pilares que a Polestar reclama como serem parte do seu ADN: “performance, tecnologia e sustentabilidade”.

Para já, ainda só foi dada a conhecer a dianteira, de capot esculpido e expressiva pela largura, com o já conhecido desenho de luzes Dual Blade, que quase cria a ideia de uma grelha tradicional. E, segundo o diretor de Design da Polestar, Philipp Römers, o trabalho não foi fácil: “O design e a identidade da Polestar são já tão fortes que era evidente a necessidade de uma evolução ousada, e não de uma revolução, daquilo que nos trouxe até aqui.”

Römers, que fez carreira no Grupo VW e cujos traços podem ser observados em modelos de sucesso, como a sétima geração do Golf ou os Audi A3, A6 e Q8, chegou à Polestar em 2025 para substituir Max Missoni (que está agora na BMW), numa altura em que os destinos da marca detida pela Volvo Cars e pela chinesa Geely não passam pelo importante mercado norte-americano. A exclusão dá-se depois da decisão dos EUA de proibir os seus automóveis a partir de 2027, ao abrigo da “Regra dos Veículos Conectados”, que restringe a venda de produtos ligados à China.

Por isso, é ainda mais importante esta retificação de estratégia, com uma “evolução arrojada” da bem conhecida linguagem de design escandinava, abrindo um novo capítulo na conceção exterior e interior, na inovação de materiais e na sustentabilidade.

E, apesar das contrariedades, Römers parece estar confiante no que se segue: “O Formula 2030 (…) apresenta o nosso futuro, ao mesmo tempo que respeita elementos distintivos da marca, como os reconhecíveis faróis Dual Blade, garantindo que continua a ser imediatamente identificável como um Polestar, com uma identidade forte e marcante.”

O Formula 2030 fará a sua estreia mundial ainda em 2026, mas, avança a marca, será antes apresentado a um grupo restrito, incluindo investidores, parceiros e clientes especiais.

Leia também