Sob o mote “dois é mais do que um”, um novo anúncio ao Twix, realizado por Vedran Rupic, apresenta uma perseguição de automóveis a alta velocidade que termina com o protagonista a cair de um penhasco, mas a ser salvo pelo poder do “dois”. É que o automóvel acaba virado ao contrário, mas sobre um “gémeo”, que segue viagem - com o duplo do condutor inicial a comer um Twix, claro, depois de uma barra cair através dos tectos de abrir dos dois carros.
A Mars-Wrigley, que também detém M&Ms, Celebrations e Maltesers, exaltou o facto de o anúncio cumprir as premissas da marca Twix, conhecida pelo seu “humor absurdo” e “brincalhão”, mas a Autoridade para as Normas Publicitárias (ASA, na sigla original) do Reino Unido não concordou.
Depois de ter recebido cinco queixas contra o anúncio, que referiam que o vídeo encoraja a condução perigosa e tem uma atitude irresponsável, a ASA decidiu que o anúncio “não deve voltar a aparecer”.
A ASA condenou o anúncio ao Twix por “tolerar uma condução insegura”, sobretudo na primeira parte do filme, que exibe uma condução “que parecia susceptível de violar os requisitos legais do Código da Estrada”, com “ênfase na velocidade”, incluindo uma “batida e música de ritmo acelerado” na perseguição de carros, registando as “marcas de derrapagem visíveis” deixadas na estrada.
A proprietária do Twix contra-argumentou que o anúncio tinha uma “apresentação cinematográfica” e que se passava num “mundo absurdo, fantasioso e afastado da realidade” e a Clearcast, a organização não governamental que aprova os anúncios antes da sua difusão, emitiu similar opinião, observando que o estilo do vídeo deixava claro que não se destinava a ser imitado nem sugeria que “a condução segura era aborrecida”.

Só que, embora tenha reconhecido que a acrobacia realizada no final realçava a natureza fantástica do anúncio, a ASA manteve a sua discordância em relação à perseguição, aconselhando a Mars a “não tolerar ou encorajar uma condução irresponsável susceptível de violar os requisitos legais do Código da Estrada nos seus anúncios”, inclusive depois de a Mars ter garantido que “os carros foram filmados a conduzir a velocidades legais”.
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