Os SUV (sports utility vehicles) são claramente os carros da moda, mas é também o formato automóvel menos consensual do ponto de vista do que é ambientalmente correto.

A suspensão mais alta, as formas insufladas da carroçaria e o peso mais avantajado combinam para uma aerodinâmica mais pobre, que gera mais atrito e, consequentemente, eleva o consumo de combustível. E consumo superior, automaticamente, significa mais emissões de gases poluentes para a atmosfera.

Para os construtores, confrontados com a obrigação de acelerar a descarbonização do meio ambiente, só há uma solução com efeitos imediatos: substituir as mecânicas térmicas por híbridos com recarregamento externo das baterias e elétricos com emissões zero de gases de escape.

Estes são alguns dos SUV mais preocupados com a causa ambiental nas respetivas gamas.

BMW iX3

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O iX3 propõe uma condução preditiva, com sugestões de moderação de velocidade face à aproximação de zonas de limites inferiores, ou ainda cruise control com assistente de tráfego, com paragem e arranque automático nas filas de trânsito, seguindo o veículo na dianteira. Truques para esticar o raio de ação sem emissões de gases poluentes para a atmosfera.

O SUV elétrico da BMW conta com bateria de 80 kWh (74 úteis), tração e motor elétrico traseiro de 286 cv, com consumos médios que poderão rondar os 18-19 kWh/100 km e níveis ajustáveis de recuperação de energia, tudo a contribuir para autonomias médias de 400 km. Esta atualização focou-se na modernização tecnológica e ergonómica do interior, local espaçoso e funcional para acolher famílias.

Nissan Ariya

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A Nissan, depois de assumir o comando da corrida à eletrificação do automóvel com o Leaf, apresentado na Europa há cerca de 12 anos, consegue com o Ariya combinar a fórmula elétrica com o formato SUV, que foi a própria Nissan, com o Qashqai, a colocar no topo da preferência dos consumidores.

O elétrico novo da Nissan tem 4,5 m de comprimento e assenta na arquitetura técnica CMF-EV desenvolvida pela marca para a Aliança e que partilha com o Renault Mégane E-TECH Electric. Trata-se de plataforma moderna, com a bateria de iões de lítio posicionada entre os eixos e sob o piso do habitáculo, posição que beneficia mais a liberdade de movimentos no interior do que o compartimento de carga.

A versão Ariya Advance, com bateria de 63kWh e tração à frente, é ideal para utilizações urbanas ou suburbanas e permite uma autonomia combinada de até 403km. No centro da gama está o Evolve, com bateria de 87kWh e também de tração dianteira. Esta é a versão que oferece a maior autonomia, até 520km, perfeita para viagens mais longas sem necessidade de recarregar. A terceira versão de lançamento, Evolve e-4orce, usa a mesma bateria de 87kWh, mas dispõe de dois motores elétricos, um por cada eixo, para tração integral.

Volvo XC60 Recharge T6

Volvo XC60 Recharge T6

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A Volvo modernizou o XC60 Recharge T6 e, entre as novidades, o SUV médio da marca sueca traz uma bateria com mais capacidade (18,8 kWh, em vez dos anteriores 11,6), para mais quilómetros em modo puramente elétrico.

O sistema PHEV combina motor de 4 cilindros e 2 litros a gasolina (253 cv), montado no eixo dianteiro, e um motor elétrico (145 cv), no eixo traseiro, para quatro rodas motrizes, e caixa automática. O sistema rende o máximo de 350 cv, o que explica as performances quase desportivas (aceleração 0-100 km/h em 5,7 segundos) de SUV com consumo médio homologado de 1 l/100 km e que pode agora chegar mais longe apenas com a energia armazenada numa só carga da bateria: não tem problemas em percorrer 70 km em trajeto que inclua cidade, estrada e autoestrada.

Esgotada a bateria, o XC60 pode ser carregada em cerca de 5 horas com um carregador ou uma wallbox a 3,7 kW, ou em pouco mais de 8 horas numa tomada doméstica a 2,3 kW, dispondo também do modo de utilização Charge, que usa o motor térmico para ir carregando a bateria.

Lexus NX 450h+

Lexus NX 450h+

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Neste SUV, a Lexus montou sistema PHEV que combina mecânica de 4 cilindros e 2,5 litros a gasolina (185 cv), com dois motores elétricos (182 cv e 54 cv), e caixa automática do tipo CVT.

O conjunto rende o máximo de 309 cv e dispõe de quatro programas de atuação: EV, HV, Auto EV/HV e CHG Hold. No primeiro, o NX move-se de forma elétrica, à velocidade máxima de 135 km/h, encontrando-se carga na bateria com capacidade de 18,1 kWh; no segundo, a eletrónica gere o funcionamento da motorização de forma automática, adaptando a atuação dos motores às exigências da condução; no terceiro, também autonomamente, mobiliza-se a potência máxima e, estabilizando-se o ritmo, regressa-se à ação no programa zero emissões, dispondo-se de reserva de energia no acumulador. Finalmente, no quarto, a mecânica térmica recarrega a bateria.

Com o Lexus, no final dos primeiros 100 quilómetros, 66% do trajeto cumprido é sempre em modo EV. O NX 450h+ carrega em tomada doméstica (2,3 kW), demorando entre 5 a 7 horas a recuperar 80% da carga; numa tomada AC até 6,6 kW, carregamento completo em cerca de 2h40.

Toyota bZ4X

Toyota bZ4X 100 elétrico frente

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Com dimensões aproximadas às do Toyota RAV4, o bZ4X estreou-se em Portugal com a variante de tração dianteira com motor elétrico de 204 cv/265 Nm alimentado por bateria de 71,4 kWh, o que permite o anúncio de autonomia para até 511 km (versão Exclusive) baseada num consumo médio homologado de 14,9 kWh/100 km, segundo o ciclo WLTP.

Ligado a carregador rápido de 150 kW, bastam cerca de 25 minutos para repor 80% da capacidade da bateria. Já numa tomada doméstica serão precisas perto de 30 horas para garantir uma carga total. Com o carregador de bordo a 11 kW, o bZ4X precisa de 6h30 para repor 100% da bateria.

Além da garantia geral de 7 anos ou 160.000 km comum à restante gama, a bateria do Toyota bZ4X está ainda coberta por garantia de 10 anos ou um milhão de quilómetros sobre 70% da capacidade da carga, bastando que se seja cumprido o plano de manutenção anual (ou 15.000 km), com a Toyota a oferecer os primeiros 5 anos (ou 75.000 km) de manutenção preventiva.

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