Xpeng vs Xpeng: quando os carros voadores colidem

Dois “carros voadores” da construtora chinesa Xpeng Aeroht, subsidiária da Xpeng, colidiram durante um ensaio para um espectáculo aéreo, no Nordeste da China, o que resultou em ferimentos ligeiros num dos pilotos e num dos veículos em chamas.
O acidente ocorreu na tarde de terça-feira desta semana, em Changchun, província de Jilin, que se prepara para receber um espectáculo aéreo de cinco dias com início marcado para esta sexta.
Os “carros voadores” ou, mais precisamente, os veículos elétricos de decolagem e aterragem vertical (eVTOL), estavam a realizar um ensaio, mas, explicou a Xpeng, não teriam a distância de segurança necessária entre eles, o que fez com que se tocassem.
Desse toque, explicou a empresa num comunicado, resultaram danos na fuselagem de um dos veículos, que se viu obrigado a aterrar. Já no solo, o eVTOL incendiou-se. O piloto desse “carro voador” sofreu ferimentos, ainda que, ressalvou a Xpeng, sejam de gravidade ligeira.
Os eVTOL, veículos eléctricos de dois lugares, para descolagem e aterragem vertical (eVTOL), são controlados por oito hélices, duas em cada canto do veículo, e constam dos planos da Xpeng para criar proximidade com locais remotos e de difícil acesso. Mas também correspondem aos planos da China de criar uma rede económica no espaço aéreo até aos três mil metros, com táxis voadores e veículos dedicados a entregas de mercadorias.
O primeiro “voo” público não tripulado deste e-VTOL realizou-se há três anos, no Dubai. Entretanto, a XPENG, que se comercializa em Portugal, já trouxe a terras lusas um exemplar de exposição.
Fabricantes como a Xpeng Aeroht estão entre as que apresentam maiores desenvolvimentos, procurando capitalizar os seus “carros voadores” em setores tão distintos como o turismo, a agricultura ou mesmo a ajuda humanitária.
Na China, já se realizam testes em larga escala de entregas não tripuladas por “drones”, para encomendas, alimentos e materiais médicos.