Há exatamente 66 anos a Volvo revolucionava a segurança rodoviária com a invenção do cinto de segurança de três pontos, que, além de agarrar pela barriga, cruza sobre o peito, mantendo a pessoa “agarrada” ao banco, reduzindo o risco de ferimentos e mortes entre os ocupantes dos bancos da frente em cerca de 45%, podendo chegar a 50%. Com a patente livre, de forma a que todas as marcas o pudessem usar, o cinto de segurança como hoje o conhecemos já terá sido responsável por salvar a vida a mais de um milhão de pessoas.
Mas, a partir do próximo ano, a sua eficácia promete aumentar. E, tal como sucedeu em 1959, com a ideia do engenheiro Nils Bohlin, o novo dispositivo de retenção será disponibilizado sem patente exclusiva, para que outras marcas possam adoptá-lo.
O que há de novo?

O cinto, que será estreado em 2026, revelou a Volvo, consegue adaptar-se a cada pessoa e a cada situação. Ou seja, o cinto ajusta-se em tempo real às características físicas de cada ocupante e às condições específicas de cada situação rodoviária, recorrendo às informações que lhe chegam dos sensores que existem tanto no interior como no exterior do veículo.
Graças a essas informações, o cinto consegue “interpretar variáveis como a altura, peso, morfologia e posição de cada passageiro”, mas também a dinâmica de uma colisão, aplicando uma força de contenção personalizada.
A novidade não só promete maior segurança em caso de acidente, como diz ser capaz de reduzir ferimentos na sequência da força do cinto, nomeadamente costelas partidas, algo que se via sobretudo entre ocupantes de baixa estatura e peso.
“O primeiro cinto de segurança multi-adaptativo do mundo representa um novo marco para a segurança automóvel mundial e é um excelente exemplo de como utilizamos dados em tempo real com a ambição de salvar milhões de vidas”, resumiu a diretora do Centro de Segurança da Volvo Cars, Åsa Haglund, citada em comunicado.
O novo cinto, informa ainda a marca sueca, faz parte de um ecossistema de segurança mais amplo, funcionando em articulação com airbags, sistemas de deteção de ocupantes e assistentes de condução, criando uma proteção integrada, contínua e dinâmica. A tecnologia deverá ainda evoluir ao longo do tempo, graças às atualizações de software over-the-air.
Pioneira na segurança

O avanço, explica a marca, é sustentado por mais de cinco décadas de investigação real, com uma base de dados única que já reúne mais de 80 mil ocupantes envolvidos em acidentes reais, o que permitiu à Volvo replicar e antecipar cenários complexos, que vão muito além dos requisitos legais.
O novo cinto multi-adaptativo é apenas mais um esforço da Volvo para tornar o mundo automóvel mais seguro. Ao longo dos seus 98 anos de história, a marca tem sido pioneira em soluções de segurança que transformaram a indústria, sendo responsável por inovações que hoje são consideradas padrão.
Além de ter sido responsável pelo cinto de segurança de três pontos (1959), inventou, entre muitas outras tecnologias, o airbag lateral (1994), o sistema de proteção contra lesões cervicais WHIPS (1998), o sistema de travagem automática City Safety (2008) e o sistema de deteção de peões e ciclistas com travagem automática (2010).
Leia também:
- Volvo apresenta o ES90: 300km em apenas 10 minutos de carregamento
- Volvo EX30 Cross Country: SUV para aventuras sobre quatro rodas
- Volvo EX90: topo de gama elétrico com 7 lugares e um ás na segurança
Leia também

O Diesel já só representa 3% dos carros novos. Os elétricos dominam

Fiat Multiplina quer preencher o espaço entre o Topolino e um automóvel

Portugal importou 67 mil carros em seis meses e quase metade já tem bateria

Peugeot 2008 é o mais vendido em Portugal nos primeiros nove meses de 2026

Novo Porsche Cayenne elétrico carrega sem cabos. Basta estacionar


