Foi uma das estrelas da CES 2020, a feira tecnológica que já transformou Las Vegas, EUA, no centro do mundo para os fãs das soluções high-tech. A solução para uma mobilidade inteligente e sustentável da Sony é um potente carro elétrico, capaz de ler o mundo à sua volta, o que lhe confere o nível 2 de condução autónoma. E tudo indicava que nunca chegaria ao mundo real. Até que chegou a novidade: os ensaios pelas estradas da capital japonesa estão prestes a começar.
Assente em três ideias – segurança, entretenimento e adaptabilidade -, o Vision-S mostrou de que forma a Sony, mais habituada a produzir aparelhos televisivos e outros gadgets eletrónicos de consumo, antecipa o futuro da mobilidade inteligente, atrevendo-se a pôr o pé no muito peculiar mundo automóvel. Nada de novo, se se pensar que outras empresas como a Apple ou a Dyson já o tentaram. E nada de espantoso se se tiver em conta que, habitualmente, isto não passa de experiências para exibir em feiras…
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Resumindo, o Vision-S chegou ao CES como um carro futurista, a representar uma possibilidade do futuro da mobilidade elétrica, inteligente e autónoma. Mas, ao contrário do que se suspeitava e não obstante a pandemia, que colocou o mundo em suspenso, os planos da Sony são maiores do que o inicialmente previsto e a empresa veio a público informar que, ainda este ano, iniciará os testes em ambiente real. Isto, depois de o protótipo apresentado em Las Vegas ter viajado até Graz, na Áustria, onde o desenvolvimento prosseguiu com a ajuda de empresas como a Bosch, Continental, Genetex, Nvidia ou Magna.
Do que se sabe até agora, o Vision-S tem dois motores de 200 kW, montados separadamente em cada eixo, reclamando uma aceleração de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos. Já em termos de autonomia de condução, o veículo idealizado pela Sony inscreve-se na categoria de nível 2, o que quer dizer que o veículo pode controlar direção, aceleração e travagens, mas precisa de alguém aos comandos, com as mãos no volante.
Ou seja, neste aspeto o Vision-S não traz muito de novo. Já em termos de deteção de obstáculos, o automóvel é surpreendente – e será isso que vai ser testado em Tóquio: um LiDAR (radar Laser), que permite mapear as redondezas, evitar colisões e manter uma distância e velocidade seguras em relação aos outros veículos. Além daquele, o Vision-S conta ainda com sensores CMOS (imagem) e ToF (distância) para detetar pessoas e objetos tanto dentro quanto fora do carro.
Também no seu interior, há características a destacar: caso de um ecrã que atravessa todo o painel, de forma panorâmica, que, além de mostrar diversas informações, como de navegação, e de gerir o sistema de entretenimento, também funciona como espelho retrovisor. E, não fosse o carro da Sony, o sistema de som é uma experiência: com os altifalantes embutidos nos bancos, a experiência é única, diz a empresa.
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O design, por seu turno, é minimalista – afinal, já há demasiado entre a tecnologia para deixar quem passa por ele de queixo caído. Do que foi revelado até agora, o Vision-S parece ter uma silhueta semelhante ao Tesla S, distinguindo-se em vários detalhes, como as linhas que atravessam a frente do capot, sob os faróis, e que se encontram a meio, formando o emblema que identifica o protótipo da Sony.
Um pormenor é a decisão de equipar o veículo com eficientes pinças de travão Brembo – em vermelho, como que servisse de atestado para uma vertente capaz de despertar emoções fortes. Mais uma dica que aponta ao surgimento de um novo player entre os construtores automóveis?
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