A herança é pesada, afinal foi o modelo pioneiro da eletrificação, quando ainda parecia utópico colocar mecânicas servidas a eletricidade ao serviço do quotidiano (e numa fase em que a rede era quase anedótica, obrigando a verdadeiras acrobacias para se conseguir uns pozinhos de bateria).
Mas, em vez de se mostrar assustada, até pela quantidade de rivais que tem de enfrentar atualmente, quando antes a oferta era praticamente inexistente, a marca nipónica vê nesse legado uma oportunidade. Por isso, escolheu a Dinamarca como o palco para receber imprensa de todo o globo: é que no país escandinavo a Nissan reconhece ter uma boa carteira de clientes fiéis.
Design crossover

Se a ideia é conquistar a Europa, a Nissan não tem dúvidas de que lhe tem de servir um prato por que ela anseie: é o caso dos “crossovers” e dos SUV. Vai daí trabalhou o Leaf para se cruzar entre estilos, sem abdicar de linhas que obedecem a critérios aerodinâmicos, o que lhe permite apresentar um coeficiente de arrasto de somente 0,25 Cd.
O exterior destaca-se ainda por uma imponente traseira, sublinhada por luzes em 3D. Já o interior foi trabalhado para se revelar desafogado, com um espaço razoável no banco traseiro e uma mala que arruma até 437 litros, enquanto se nota um esforço para garantir a qualidade dos materiais, com superfícies agradáveis ao toque e dois ecrãs interligados (que podem ainda ser completados por um Head Up Display), que parecem criar uma enorme superfície dedicada ao infoentretenimento.

Boas notícias, porém: a Nissan soube ouvir e manteve o botão físico para ligar e desligar o som, assim como controlar o seu volume, e compreendeu que o menu da climatização não pode andar escondido, criando botões táteis sob o ecrã para o acesso direto às variadas funcionalidades.
Pensado para a economia

A Nissan imaginou o Leaf como um familiar, capaz de proporcionar tranquilidade, inclusive se for necessário enfrentar grandes viagens. Vai daí decidiu propor o Leaf com baterias de representam um bom equilíbrio entre peso e alcance: haverá uma de 52 kWh, para uma utilização predominantemente urbana, e uma de 75 kWh, ideal para quem costuma fazer longos trajetos frequentemente: admite tiradas de até 622 quilómetros. Na hora de receber carga, o Leaf aceita potências de até 150 kW em corrente contínua e até 11 kW em corrente alternada.



A bateria pode ser ainda nutrida se se optar por conduzir recorrendo ao sistema e-Pedal (mais uma vez disponível num botão físico, e ainda bem), mas também se pode “brincar” com o sistema de regeneração usando as patilhas atrás do volante.
Quando chega o novo Nissan Leaf a Portugal?
O novo Nissan Leaf deverá chegar a Portugal no arranque do segundo trimestre de 2026, não havendo para já preços confirmados. No entanto, sabe-se que a primeira variante proposta será a que apresenta uma bateria de maior capacidade.
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