manutenção de um carro elétrico

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Quanto custa a manutenção de um carro elétrico?

Atualmente, para quem está mais ou menos dentro do mundo automóvel, é raro o dia em que não surja uma tradicional conversa de café sobre as vantagens e desvantagens de um carro elétrico. Os termos de comparação e os pontos a ter em conta são mais que muitos, sendo que é uma transição praticamente inevitável e que vai acontecer mais cedo ou mais tarde para todos, incluindo os que querem e os que não querem. E se não acredita, basta ir vendo as motorizações que vão sendo disponibilizadas com os novos modelos que vão chegando ao mercado.

Entre as principais dúvidas, que muitos dos utilizadores atuais de automóveis elétricos tentam esclarecer, passando pelos diversos episódios de quem está muito satisfeito ou de quem tem inúmeras queixas, estão, obviamente, as questões relacionadas com os custos. Tudo começa com o preço de cada automóvel, que, de uma forma geral, ainda é bem mais elevado do que uma opção equivalente com motor térmico. Depois, há as questões adjacentes ao valor de compra, que é a isenção do pagamento de IUC e ISV, além das vantagens fiscais que estão disponíveis para os primeiros clientes do ano. E entre este momento e aquele em que alguém vai puxar o assunto do preço do sistema de baterias, há a parte dos custos relacionados com a manutenção de um automóvel elétrico.

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Carros elétricos vs carros a combustão: diferenças na manutenção

Entre um comum modelo equipado com um motor de combustão e um automóvel completamente elétrico, a maior diferença no que diz respeito à manutenção está mesmo relacionada com o motor. Afinal, cada um dos motores de combustão pode incluir, em média, entre 300 e 400 componentes, enquanto num motor elétrico podem ser menos de 50. E depois, basta pensar que apenas o motor a combustão tem necessidade de utilização de óleo e respetivo filtro, são necessários um filtro de ar e um filtro de combustível, além de correias de distribuição, velas, sistemas de injeção, etc.

Para um automóvel elétrico, é necessário um filtro de ar para o habitáculo, um radiador destinado aos sistemas de refrigeração e do ar condicionado e a verificação e substituição, caso necessário, de elementos de desgaste tais como as pastilhas de travão e pneus. Mas isto, também está tudo presente num automóvel com motor térmico. As acelerações mais bruscas oferecidas por um automóvel elétrico podem, eventualmente, levar a um desgaste prematuro dos pneus, mas, para compensar, a presença de um sistema de regeneração de energia na travagem e nas desacelerações, até pode fazer com que as pastilhas de travão se mantenham num bom estado de conservação durante muito mais tempo.

Cada fabricante tem um prazo de manutenção pré-definido para cada modelo, sendo que, no caso dos automóveis elétricos, este é mais ou menos em torno dos 30 mil quilómetros ou anual, o que aconteça primeiro. Em média, e no que diz respeito a valores de referência fornecidos por algumas marcas, o preço de cada revisão para um modelo com motor térmico (a gasolina ou diesel), anda entre os 200 e os 250 euros, enquanto para um automóvel elétrico, os valores médios oscilam entre os 50 e os 70 euros anuais durante os primeiros cinco anos.

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Então e a bateria?

Este é o ponto inevitável. Ao contrário do que acontece com um automóvel de motor térmico, que é alimentado pela gasolina (ou gasóleo) existente no depósito de combustível, um carro elétrico depende dos módulos existentes no sistema de bateria para alimentar um ou mais motores elétricos. E como se sabe, este é um elemento bastante dispendioso e que não dura para sempre. Com a utilização, a bateria vai perdendo a sua eficácia, o que se verifica na diminuição da autonomia máxima ao longo do tempo, havendo relatos de utilizadores que indicam uma perda em torno de 1% em cada 15 ou 20 mil quilómetros percorridos.

Ainda que seja uma situação rara, as baterias destinadas a alimentar o sistema elétrico de um automóvel podem ter de ser substituídas ao longo da vida útil de um automóvel elétrico, havendo apenas a determinar se o problema pode ser resolvido com a troca de um ou mais módulos defeituosos ou se será necessário proceder à troca do sistema de baterias por completo. E, neste caso, se o problema não estiver incluído na garantia do fabricante, poderá resultar num custo bastante elevado para o utilizador.

Em média, a bateria de um automóvel elétrico tem uma utilização prevista entre os 15 e os 20 anos, sendo que, com alguns cuidados de utilização, será possível estender este prazo. Por isso, relembre, tente usar sempre a carga entre os 20 e os 80 por cento, em vez de efetuar cargas completas, e procure deixar os carregamentos rápidos para quando não tem outra alternativa. Depois, tente não carregar a bateria logo após a utilização do carro, para que esta não aqueça desnecessariamente e procure fazê-lo de noite, por exemplo, longe de situações de muito calor ou muito frio.

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