A McLaren, marca britânica conhecida pelos seus superdesportivos de dois lugares, vai dar o salto para o formato automóvel da moda. E vai fazê-lo com identidade visual renovada.

A McLaren decidiu reescrever a sua imagem. A marca britânica apresentou uma identidade visual renovada, agora partilhada pelas divisões Automotive e Racing, num movimento que procura unir a herança do fundador Bruce McLaren à ambição de futuro da empresa.

O novo wordmark, o logótipo nominativo, vai buscar inspiração ao letreiro da antiga estação de serviço da família McLaren, em Remuera, Auckland, na Nova Zelândia. Exatamente o mesmo local onde Bruce construiu o carro que lhe valeu a primeira vitória na competição. Segundo a marca, esta será uma forma original de olhar para trás sem perder de vista o que vem a seguir.

Mas nem tudo muda. O icónico Speedmark, símbolo gráfico da McLaren usado desde 1997, cujo design foi inspirado nos vórtices de ar gerados pelo aileron traseiro de um carro de corrida, vai permanecer no centro da identidade, a cor Papaya continuará como referência e o Speedy Kiwi mantém-se como homenagem às raízes neozelandesas do fundador. A grande novidade está numa nova paleta cromática mais alargada, que vai buscar tons a diferentes momentos da história da McLaren.

“Esta evolução da nossa identidade visual é um reflexo da jornada que estamos a trilhar como empresa. Marca o início de um novo capítulo para a McLaren”, resumiu David Woodhouse, diretor de Criação da McLaren Automotive.

500 milhões para crescer e um SUV no horizonte

O investimento de 500 milhões de libras vai reforçar a engenharia e a produção da mclaren no reino unido antes do p47

A renovação da imagem chega acompanhada de um investimento significativo. A McLaren confirmou um programa de 500 milhões de libras, quase 600 milhões de euros, destinado a reforçar as suas capacidades de engenharia e produção no Reino Unido.

Esse investimento vai sustentar uma mudança de fundo na gama: a marca prepara-se para entrar no segmento dos SUV, algo que até agora estava fora da sua estratégia. Para já, não há detalhes técnicos nem data de lançamento, mas a McLaren já confirmou que quer ir além dos desportivos de dois lugares que a tornaram famosa.

Um ano para recordar na competição

O mclaren p47 promete um comportamento dinâmico mais próximo de um desportivo do que de um suv convencional

A nova identidade surge também num momento especial para a McLaren Racing. A equipa de Fórmula 1 assinalou este ano o seu 1000.º Grande Prémio e anunciou a entrada no Campeonato do Mundo de Resistência (WEC) com um Hypercar.

Com isso, a McLaren volta a colocar-se na rota da “Triple Crown” do automobilismo, distinção que, aliás, já conquistou, com vitórias no Grande Prémio do Mónaco, nas 500 Milhas de Indianápolis e nas 24 Horas de Le Mans, e que agora procura repetir.

Um SUV para atacar a Ferrari

A McLaren não esconde que o seu primeiro SUV, conhecido internamente como P47, chega para atacar diretamente o Ferrari Purosangue. O modelo italiano foi o primeiro a provar que um SUV de Maranello podia ser tão desejado quanto um supercarro tradicional, e a McLaren quer agora uma fatia desse mercado.

Com quatro portas, cinco lugares e um sistema híbrido V8 que deverá superar os 700 cv, o P47 vai posicionar-se como a alternativa britânica ao Purosangue, prometendo um comportamento dinâmico mais próximo de um desportivo do que de um SUV convencional.

Mas a diferença de filosofia será visível: especula-se que, enquanto a Ferrari optou por um V12 atmosférico, a McLaren aposta na eletrificação para garantir respostas mais imediatas e uma pegada mais leve, algo essencial para quem quer um SUV que não traia as raízes da marca.

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