Pela primeira vez em mais de duas décadas de história, a carrinha aventureira dos quatro anéis ganha uma versão híbrida plug-in com até 95 km de autonomia exclusivamente elétrica.
Desde que, em 1999, a Audi cruzou uma A6 Avant com genes de todo-o-terreno, o conceito allroad tornou-se sinónimo de uma ideia simples, mas eficaz: uma carrinha premium que não se intimida quando é necessário enveredar por maus caminhos.
A receita manteve-se fiel ao longo das gerações (tração integral quattro, suspensão elevada e uma estética robusta mas elegante) e chega agora à quinta geração com 5,02 metros de comprimento, 2,10 metros de largura e até 1,51 metros de altura. As jantes em liga leve podem chegar às 21 polegadas, reforçando a presença visual deste modelo.
A grande estreia: e-hybrid

O A6 allroad e-hybrid é a primeira versão híbrida plug-in da história desta variante aventureira. Combina o bloco 2.0 TFSI a gasolina de quatro cilindros, com 252 cv e 380 Nm, com um motor elétrico de 105 kW (143 cv) e 350 Nm. O resultado são uns combinados 367 cv e 500 Nm.
A bateria de iões de lítio, com 25,9 kWh brutos (20,7 kWh utilizáveis), permite percorrer até 95 km em modo 100% elétrico. Pena que a recarga em corrente alternada esteja limitada a 11 kW, o que obriga a cerca de 2h30 para uma carga completa, uma limitação que se nota face a alguns rivais diretos.
Para quem ainda acredita no Diesel
Apesar da aposta forte na eletrificação, a Audi não abandonou os préstimos do gasóleo. A nova geração do A6 allroad continua a poder contar com o conhecido 3.0 V6 TDI, agora com tecnologia mild-hybrid MHEV plus de 48 volts e um compressor elétrico que reduz o atraso do turbo. Este bloco debita 299 cv e 580 Nm, tendo como companhia um motor elétrico que acrescenta 18 kW (24 cv) e 230 Nm nas acelerações. Números que continuam a fazer sentido para quem faz muitos quilómetros.
Ambos os motores estão equipados com uma caixa automática S tronic de sete relações. Os zero aos 100 km/h cumprem-se em 5,5 e 5,4 segundos, respetivamente, com a velocidade máxima a bater nos 250 km/h.
Quattro ultra: tração apenas quando faz falta

Outra novidade é o sistema quattro ultra de última geração, que gere o funcionamento de acordo com as exigências reais da condução. Em vez de andar permanentemente com tração integral, desacopla parte da transmissão traseira através de duas embraiagens controladas eletronicamente quando não há benefício em tê-la ativa. Assim que o piso fica escorregadio ou o ritmo aperta, o eixo traseiro volta ao serviço em cerca de 200 milissegundos, e de forma preditiva. A gestão eletrónica analisa continuamente o ângulo de direção, a posição do acelerador, as acelerações laterais e longitudinais, o estado do piso e até o estilo de condução. A tecnologia antecipa a necessidade de motricidade antes de haver perda de aderência.
Altura ao solo: a diferença que se nota
A suspensão pneumática adaptativa é de série e foi desenvolvida especificamente para o allroad. Nos modos de condução Balanced, Comfort e Efficiency, o A6 allroad fica 34 mm mais alto do que o A6 Avant equipado com uma suspensão equivalente, com o maior diâmetro das rodas a contribuir também para essa diferença.
Já nos modos específicos Offroad e Offroad+, a distância ao solo é aumentada em mais 15 mm para otimizar o comportamento em condições fora de estrada. Em autoestrada, a suspensão baixa automaticamente para melhorar a aerodinâmica e reduzir consumos.
Preços e gama: quanto custa ser diferente
O novo Audi A6 allroad já está disponível para encomenda em Portugal. A versão e-hybrid arranca nos 84.900 euros, enquanto a motorização 3.0 V6 TDI começa nos 95.100 euros. A gama organiza-se em dois níveis de equipamento: o já generoso base e o topo de gama, que acrescenta elementos como bancos desportivos, iluminação ambiente alargada e sistemas de assistência à condução mais completos. Mas também é possível configurar a carrinha de acordo com as necessidades de cada condutor: como sempre, a lista de opções é extensa.
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