14 dezembro 2025

Bugatti encerra era do W16 com o último Bolide

Bugatti Bolide visto de traseira em ambiente de exposição

A Bugatti concluiu a produção do hiperdesportivo de pista Bolide, com a última das 40 unidades já entregue a um colecionador dedicado. Este marco encerra um ciclo significativo para a marca de Molsheim.

O cliente que recebeu este exemplar final, possuidor de um Veyron Grand Sport e de um histórico Type 35, viu a ponte entre o legado e a modernidade materializada numa pintura especial. A carroçaria combina Black Blue com detalhes em Special Blue Lyonnais, enquanto o interior em Alcantara Lake Blue é realçado com pespontos Light Blue Sport.

Christophe Piochon, presidente da Bugatti Automobiles, destacou: “Concentrámo-nos meticulosamente em cada detalhe, para garantir que o Bolide partilha a excelência artesanal de qualquer outro Bugatti."

Para a marca, o que tornou este desafio particularmente exigente foi o compromisso de garantir que este hipercarro de pista incorporasse a excelência Bugatti em todos os aspetos. O Bolide tinha de assumir o seu lugar de direito na coleção Bugatti, igualando a qualidade de execução e o artesanato que definem cada carro que ostenta o nome da marca. A linha do tempo reforça a conhecida narrativa Bugatti de dedicação e precisão. De agosto de 2021 até 2022, o desenvolvimento do projeto desenrolou-se com a meticulosidade característica. A equipa concentrou-se intensamente em garantir que cada aspeto técnico do Bolide correspondia aos padrões exigentes da Bugatti.

O design do Bolide foi finalizado em 2022, com a engenharia concluída no início de 2023, após milhares de horas de análise de engenharia, aperfeiçoamento estético e atenção ao detalhe.

Performance que espelha a Fórmula 1

A Bugatti equipara a experiência ao volante à de um monolugar de competição. O coração do Bolide é uma versão modificada do icónico motor W16 8.0 quad-turbo, que atinge 1850 cv e 1850 Nm de binário quando alimentado com combustível de 110 octanas (potência reduzida para 1600 cv com gasolina de 98 octanas). Associado a um peso de cerca de 1.200 kg, apresenta uma relação potência-peso excecional.

Andy Wallace, piloto oficial, descreve a aceleração como "incomparável". A performance é sustentada por um sistema de travagem de carbono-cerâmica desenvolvido pela Brembo, com dimensões e especificações que a Bugatti afirma equiparar-se aos padrões das categorias de topo em Le Mans e na F1.

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Adeus, W16! Olá, V16 Híbrido

Com o término da produção do Bolide, aproxima-se o fim da era do motor W16. O propulsor fará a sua última aparição no roadster Mistral, antes de a Bugatti iniciar a transição para a eletrificação com o Tourbillon.

Este sucessor do Chiron contará com um novo motor atmosférico V16 de 8.3 litros da Cosworth, aliado a um sistema híbrido com três motores elétricos, prometendo manter a performance extrema que define a marca.

Contudo, com um preço de 4 milhões de dólares e uma produção extremamente limitada, é provável que a maioria dos 40 Bolide acabem fechados a "sete chaves", em coleções privadas, como a peça de raridade e engenharia radical que são.

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