Project Viva: um McLaren 750S único que aposta tudo em Las Vegas

O Project Viva é uma edição única do 750S Spider e, ao mesmo tempo, uma homenagem criativa e audaz ao centenário de Las Vegas e ao sucesso desportivo da equipa.
Num momento em que a McLaren domina com autoridade o Mundial de Fórmula 1, a casa de Woking decidiu ir além das pistas para criar uma peça de colecionador. Apresentado a propósito do Grande Prémio de Las Vegas, este “one off” foi idealizado com o complexo objetivo de capturar a energia, os ícones e a luz da “cidade que nunca dorme”, mas sem recorrer a cores berrantes.
A solução veio de uma pintura monocromática meticulosamente trabalhada pela McLaren Special Operations (MSO), a divisão de projetos especiais da marca britânica, que transformou a carroçaria aerodinâmica do modelo numa tela onde a história da marca e da cidade se entrelaçam.
Design e ilusão de ótica
O exemplar único apresenta uma paleta subtil, fundindo a cor base “Muriwai White” com o tom “Vegas Nights” – um acabamento especial impregnado de minúsculas partículas de ciano, magenta e verde que capturam a luz.
A decoração, aparentemente monocromática à primeira vista, mas riquíssima em motivos artísticos, desde os clássicos ícones de casino – como roletas, cartas de jogar e a silhueta de néones – até referências mais subtis ao entretenimento que define a metrópole. A iconografia inclui ainda a Torre Eiffel local (uma réplica distintamente americana) e a imponente roda-gigante “High Roller”.
Os detalhes personalizados multiplicam-se: uma placa de acolhimento estilizada dá as “boas-vindas à fabulosa MSO”, enquanto um baralho de cartas exibe o modelo “750S” como naipe principal. A roleta apresenta um kiwi, símbolo da Nova Zelândia ligado à herança de Bruce McLaren, rodeado por marcas de velocidade e monolugares de F1 em movimento dinâmico. No interior, as mensagens e assinaturas deixadas pelos pilotos de F1 da equipa estão integradas diretamente na estrutura de carbono do habitáculo, tornando-se parte permanente da sua essência.
Jonathan Simms, diretor da MSO, divisão de projetos especiais, descreve-o assim: “O Project Viva capta a essência da McLaren Special Operations: ir além do convencional para criar algo verdadeiramente pessoal. É onde a arte se encontra com o caráter, e onde qualquer inspiração pode transformar-se numa história contada através do design.”
Uma estrela por cada título
Ao observar de perto o exterior, descobre-se uma galeria de referências. O para-choques traseiro exibe 10 estrelas pintadas à mão – uma por cada título mundial de construtores conquistado pela McLaren. A honra de as aplicar coube aos atuais pilotos da equipa, Lando Norris e Oscar Piastri, que também deixaram as suas assinaturas e mensagens pessoais no interior do veículo.
A narrativa continua com outros pormenores: dados gigantes que mostram os anos de fundação da McLaren (1963) e de Las Vegas (1905), os silhuetas de cada um dos 10 monoplaces campeões da marca e várias alusões ao seu lendário fundador, Bruce McLaren. É possível encontrar representações do seu capacete de 1970 – o ano do seu falecimento –, o seu primeiro número de corrida (58) e até o troféu da sua primeira vitória em Muriwai Hill Climb. Cada elemento é uma peça de um puzzle que honra um legado de glória.
V8 de cabelos ao vento
Na versão Spider, o McLaren 750S dispõe de tejadilho rígido retrátil que sobe ou desce eletricamente em apenas 11 segundos, a velocidades até 50 km/h, sem acrescentar peso ao conjunto. Na verdade, o Spider é até 30 kg mais leve do que o seu predecessor, sendo também 30 cv mais potente.
A McLaren não anunciou nenhuma alteração de ordem técnica ao modelo que serve de base a este “one off”, significando que, em posição central, para uma distribuição de peso perfeita, está o conhecido motor V8 biturbo de 4 litros, capaz de debitar 750 cv e 800 Nm de binário, para cumprir 0 a 100 km/h em 2,8 segundos!
O Project Viva esteve em exposição no McLaren Experience Center durante o fim de semana do Grande Prémio. Agora, segue para as mãos do seu proprietário final.