A Hyundai Motor e a General Motors deverão desenvolver cinco veículos, previstos chegar aos mercados a partir de 2028. A parceria inclui quatro novas propostas, para o mercado da América Central e do Sul - um SUV compacto, um sedan e duas pick-ups -, preparados para diferentes exigências e necessidades: tanto contarão com mecânica térmica, como com sistemas híbridos. Já para a América do Norte está a ser estudada uma carrinha elétrica.
Em comunicado, especifica-se que a GM liderará o desenvolvimento da plataforma de camiões de tamanho médio, enquanto a Hyundai liderará o desenvolvimento de veículos compactos e carrinhas elétricas.
Concorrência à China
De acordo com um comunicado, divulgado esta semana, a estratégia visa enfrentar a concorrência da China, que tem vindo a crescer naqueles mercados, e prevê vendas de mais de 800 mil unidades por ano, assim que a produção estabilizar. As duas companhias utilizarão plataformas comuns, mas o design interno e externo promete refletir “a identidade de cada marca”.
Em Seul, a notícia foi recebida com otimismo, com as ações da Hyundai a valorizarem em bolsa, mesmo tendo em conta que o esforço conjunto não é uma novidade: as duas construtoras assinaram um acordo já há quase um ano, em que acordaram desenvolver conjuntamente veículos, motores e tecnologias limpas, como motores elétricos e a hidrogénio, mas que só agora parece estar a sair do papel. Em Nova Iorque, o mercado também reagiu positivamente, com a GM a registar ganhos.
A operação irá permitir criar processos de fabrico mais eficientes, assim como facilitar o fornecimento e a aquisição de matérias-primas e peças. E, para a Hyundai, poderá amortecer o impacto das novas tarifas dos EUA, no caso de 15%, o que, calculou a Bloomberg, pode transformar-se facilmente em cinco mil milhões de custos adicionais por ano.
"A colaboração estratégica da Hyundai com a GM irá ajudar-nos a continuar a oferecer valor e opções aos nossos clientes em vários segmentos de veículos e mercados", afirmou José Muñoz, presidente e CEO da Hyundai Motor Company.
A GM também tem a ganhar com o negócio. Shilpan Amin, vice-presidente sénior da GM e diretor global de compras e cadeia de abastecimento, afirmou que os veículos anunciados são direcionados para os maiores segmentos dos mercados da América Central e do Sul, bem como para o segmento comercial na América do Norte. “Através desta parceria, a GM e a Hyundai proporcionarão mais opções aos nossos clientes de forma mais rápida e a um custo mais baixo”, destacou Amin.
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