guia para escolher o suv ideal para si

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Guia para escolher o SUV ideal para si

Há cada vez mais à porta dos edifícios, nos parqueamentos, à saída das escolas e dos ginásios. Os SUV estão em alta… crescente. Outrora automóveis puramente offroad, pesados e sequiosos por combustível, vieram a tornar-se na nova geração de utilitários de carroçaria elevada.

Versáteis, práticos, espaçosos e confortáveis – e indiscutivelmente estatutários -, conquistam cada vez mais clientes, num fenómeno de popularidade. Nos principais mercados europeus os SUV ganham terreno a todos os concorrentes, em muitos países já apanharam ou ultrapassaram mesmo os pequenos utilitários e preparam-se para assaltar os familiares compactos. Como foi possível? Primeiro, porque a oferta cresce como cogumelos. Mas, com tanta escolha, qual será o ideal para si?

Vai comprar um SUV? Saiba como fazer a escolha certa

Do B-SUV ao familiar de sete lugares

Se é verdade que os bons automóveis não se medem aos palmos, a experiência permite-nos confirmar que também é no meio que está quase sempre a virtude. É inegável que os modelos de porte médio são aqueles que normalmente oferecem o melhor compromisso entre todos os critérios mais valorizados: habitabilidade, dinâmica e economia de combustível.

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Mesmo assim, é o segmento mais compacto (B-SUV) que mais acelera na Europa. Modelos derivados de automóveis citadinos e utilitários (segmentos A e B), entre os quais se enquadram o Fiat Panda 4×4 e o Toyota Aygo X, mas também o Renault Captur, o Peugeot 2008 ou o Ford Puma, são automóveis para uma utilização vincadamente urbana, fáceis de manobrar na cidade (incluindo de estacionar), mas a posição de condução é algo baixa, prejudicando a visibilidade em redor. As bagageiras são pequenas e pouco versáteis.

Os SUV de porte médio, como é o Kia Sportage ou Peugeot 3008, ganham claramente em utilidade e ergonomia, uma vez que os passageiros (e o condutor) passam a ter melhor visibilidade e mais conforto.

No fundo, são suficientemente altos para serem considerados SUV, suficientemente compactos para não assustarem quem não gosta de carros grandes. E, quando se avalia o acesso (do exterior) aos bancos, o carregamento e o sentido prático da bagageira e a ergonomia e o conforto a bordo, os automóveis elevados estão claramente em vantagem. Além disso, a estrutura da sua carroçaria permite ter uma bagageira mais versátil e muitas vezes no pacote do preço final está uma dotação de equipamento de série superior. As suas desvantagens observam-se principalmente em utilização urbana, em que os derivados dos utilitários são mais fáceis de manobrar e necessitam de menos espaço para estacionar.

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Os modelos nos segmentos acima, como são o Seat Tarraco ou o DS 7 Crossback ou o BMW X5 colocam a tecnologia, os instrumentos e o sentido prático/ergonomia num patamar superior. Com distâncias entre eixos enormes e a capacidade de instalar nos seus habitáculos uma terceira fila de dois bancos, esticando a lotação para um máximo de sete ocupantes, são carros talhados para famílias numerosas. Mas, a única alternativa económica no mercado para quem procura SUV com estas características chama-se Dacia Jogger.  

Imagem e “status” pagam-se

Não custa admitir, um SUV impressiona mais do que as berlinas compactas em que aprendemos a conduzir. Desde logo, o design com proporções avantajadas da carroçaria e a sua sobre-elevação em relação ao solo e aos veículos que nos rodeiam. A posição mais elevada promove a visibilidade e a sensação de controlo/comando, sobre o que está dentro e fora do veículo.

Novidades como o Hyundai Bayon, o Seat Arona ou o Toyota Aygo X baixam o limiar de acesso a um segmento que era restritivo no preço e podem ser adquiridos por pouco mais do que um Opel Corsa ou um Renault Clio. E, sendo mais pequenos, leves e com motores mais eficientes, as desvantagens nos custos de utilização foram reduzidas.

Custo estimado por quilómetro

Não é só o que custa um automóvel, é também o que importa mantê-lo: Não há dúvida, ter um grande SUV é um luxo. E o luxo tem o seu preço. A fórmula aproximada é: mais dez por cento, calculado sobre quatro anos. A maior parte é a aquisição; quanto maior o SUV, maior o custo acrescido.

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O peso e a superfície frontal mais ampla custam mais combustível, por vezes mais de um litro por 100 km. A vantagem: os SUV são apreciados e estão na moda, elevando o seu valor residual face a qualquer outro formato automóvel tradicional.

Comprar SUV a gasolina, híbrido ou elétrico?

As opções de motores térmicos para SUV geralmente variam entre os blocos de três e quatro cilindros que equipam a maioria dos SUV pequenos até aos potentes V6 ou V8 disponíveis nos maiores SUV de luxo. E aqui não havia truque, quanto mais potentes, mais gastadores.

A eletrificação e a escalada dos preços dos combustíveis vieram mudar as regras do jogo: cada vez mais condutores ponderam mudar para um carro elétrico. Será a melhor solução para quem comprar SUV? A verdade é que são rápidos no arranque (toda a potência e binário estão disponíveis desde a rotação zero), têm muito menos componentes do que um carro a combustão (mudar óleo ou correia de distribuição?) e os que têm sofrem de menos desgaste (caso dos travões, cuja função de regeneração de energia acaba por travar o carro sem sequer tocar no pedal).

Apesar do carregamento ainda levantar questões pela falta de postos (a sua aquisição só fará sentido se tiver na sua residência ou de trabalho onde ligar à carga), a maioria das propostas no mercado garante autonomia para mais de 300 quilómetros. Contra: os veículos elétricos permanecem acima do preço dos seus congéneres a combustão. E os SUV não são exceção.

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Os híbridos plug-in cumprem atualmente, sem dificuldade, 50 quilómetros em modo exclusivamente elétrico, mais do que o que o português médio conduz por dia. E não precisam de ser ligados à corrente para continuarem a rolar quando a autonomia elétrica termina. Os preços dos plug-in ainda são elevados, mas posicionam-se como uma boa alternativa a um Diesel.

Nesta fase, um SUV híbrido puro será o mais ajustado à realidade da maioria. Movimentam-se em modo elétrico por cerca de dois quilómetros a velocidades comedidas e nas manobras urbanas, permitindo consumos mais baixos. E com a grande vantagem de não representar um foco de preocupação para o condutor: a bateria aproveita a energia da travagem e das desacelerações.

Manual ou automático

As transmissões manuais são cada vez mais raras no segmento SUV, embora ainda possam ser encontradas em alguns modelos de menores dimensões. No seu lugar surgem as transmissões automáticas, que fornecem um modo de troca manual para engrenar sem ter de usar o pedal de embraiagem. Atualmente, os modelos equipados com transmissões automáticas de seis, sete, oito e nove marchas ou transmissões continuamente variáveis (CVT) geralmente oferecem melhor economia de combustível do que uma transmissão manual tradicional.

Compacto e dinâmico ou grande confortável?

Desengane-se. Quanto mais modernos, menores as diferenças… Os SUV são pesados, lentos e sequiosos por combustível? Outrora, sim. Mas, nos últimos anos assistimos cada vez mais ao esbater dessas diferenças entre compactos e os SUV de porte mais avantajado equiparáveis. Com vantagem para estes em termos de conforto, espaço, funcionalidade e versatilidade. E ainda em imagem…

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Além disso, a posição de condução elevada favorece a condução relaxada, sem constrangimento à segurança ativa: os bons SUV travam tão bem como os compactos e estão cada vez mais dinâmicos, apesar de as leis da física não poderem ser enganadas… Quem prefere andar um pouco mais rápido fica melhor com um compacto. É mais estável e próximo da estrada. Com a mesma potência tem performances superiores e é mais dinâmico.

Alguns bons exemplos de SUV desenvolvidos para se aproximarem dos níveis de eficácia das berlinas/carrinhas são o Audi Q3 ou o BMW X1 e X2. Mas à custa do conforto, porque para atingir tal dinamismo exageram na dureza da suspensão, maltratando os seus passageiros em estradas com piso acidentado.

Ao gosto de cada um

Chega uma altura na vida em que as costas é que mandam. Então, os automóveis só têm de ser uma coisa: confortáveis. Que tenham bons acessos ao habitáculo, facilitem a regulação dos bancos e a colocação do cinto de segurança e os assentos sejam cómodos. Não custa, assim, compreender porque é que os SUV são tão apreciados também pelos seniores. Mas nem todos os SUV são iguais e serem só mais altos não torna o cliente feliz. Por exemplo, o novo Kia Sorento é um carro imponente, mas, porventura, demasiado alto, apesar das suas grandes portas e tem «ares de todo-o-terreno», que pode afastar os condutores com gostos mais cosmopolitas. Mais variantes: o que agrada à maioria dos homens, chumba com o público feminino. Os estudos revelam que as mulheres não apreciam tanto a posição de condução baixa, mais dinâmica, mais próxima das de berlinas e carrinhas. Preferem as portas grandes com ângulo de abertura amplo.

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Quatro ou duas rodas motrizes

Resta a questão da tração integral, da capacidade de offroad e da carga de reboque. Tirando casos muito específicos, como é o Jeep Renegade, os SUV mais compactos dispensam os sistemas de quatro rodas motrizes e relegam para segundo plano as capacidades para progredir em todo o terreno e para rebocar mais peso, mas isso não é grande argumento de venda. Quem precisar de um burro de carga escolherá uma pick-up ou um TT à séria.

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