5 mitos sobre o ar condicionado

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5 mitos sobre o ar condicionado

O ar condicionado é, para muitos, a invenção dos últimos cem anos. E, mesmo quem não lhe liga assim tanto, acaba por se render nos dias em que os termómetros descem dramaticamente ou, pelo contrário, está tanto calor que nos sentimos a assar assim que entramos dentro do veículo.

No entanto, ao longo dos anos, enquanto a incrível ciência da climatização automóvel ia fazendo o seu caminho, apresentando-se cada vez mais avançada, foram sendo institucionalizadas verdades que não passam, hoje, de mitos.

Por isso, para que saiba com o que pode mesmo contar quando falamos de ar condicionado, deixamos aqui cinco inverdades que é urgente destruir. Até porque esses mitos levam a uma má utilização do ar condicionado por parte dos condutores.

1. O gás do ar condicionado gasta-se

Quem nunca ouviu a frase “já não refrigera como antes, deve estar a acabar-se o gás…”? Ora bem, prepare-se para saber que isso não acontece a não ser que haja uma fuga. O fluído refrigerado não tem um prazo ou limite de utilização. Há quem pense que o ar fica “viciado”. Totalmente falso.

Caso o gás de refrigeração falhe, isso só se deve a uma rotura das condutas ou a uma avaria na estrutura de refrigeração. Como tal, podemos parar de usar a expressão “o gás acaba-se”. O fluído de refrigeração dura muito tempo e, quase sempre, tem o mesmo tempo de vida do próprio veículo.

2. O ar condicionado não gasta combustível

Ai, gasta, gasta. E não é pouco, em determinados veículos. Os modelos mais recentes já têm um consumo de combustível associado à refrigeração no interior dos veículos muito mais baixo: cerca de 10% a mais. 

Nos automóveis mais antigos, porém, esse peso é muito mais elevado. Ainda para mais quando falamos de consumo urbano, que pode levar a um aumento na ordem dos 20%.

Artigo relacionado: Afinal, o ar condicionado gasta mais combustível?

Mas o que aumenta ainda mais o consumo é, sem dúvida, a abertura das janelas do veículo durante a utilização do ar condicionado. Ou seja, se o está a usar, feche as janelas.

3. O óleo do ar condicionado deve ser mudado

No sistema de refrigeração do automóvel, ao contrário do que se passa no motor, a circulação do lubrificante faz-se de forma hermética. Por isso, só se justifica trocar o óleo em caso de fuga de gás, o que leva, igualmente, a fuga de óleo. Por isso, nada de mexer onde não deve.

4. A velocidade do ar altera a temperatura

Temos aqui um belo e valente mito. Aumentar a rotação das ventoinhas, acelerando a velocidade de circulação do ar, não tem influência na temperatura. Isso só leva a que a temperatura desejada se alcance mais rapidamente.

5. O ar condicionado não deve ser ligado com o carro em movimento

Não há nada que confirme esta indicação nem encontrámos nenhuma recomendação nesse sentido. O termostato liga-se e desliga-se de forma regular e sistemática de acordo com a temperatura no interior do carro. O compressor é ligado ao motor através de uma correia e ligar o ar condicionado durante o movimento não interfere em nada com o desempenho de velocidade do veículo.

Posto isto, é melhor ficar com algumas verdades que podem, efetivamente, ajudar a preservar a vida do seu veículo ao utilizar de forma correta o ar condicionado.

Um dos conselhos é simples: pelo menos uma vez por semana, ligue o ar condicionado por uns minutos. Isso levará a que o gás e o óleo circulem e o sistema e tubagens possam manter-se lubrificadas. É que a ausência de lubrificação em algumas peças pode originar fugas. E, além disso, não custa nada ter esta pequena rotina.

Artigo relacionado: 5 sintomas de um ar condicionado a precisar de manutenção

Do mesmo modo, mantenha os vidros abertos nos primeiros instantes antes de colocar em funcionamento a refrigeração para que, em dias de muito calor, o ar quente possa sair e a temperatura descer mais rapidamente.

Depois, se estiver quase a chegar ao seu destino, desligue o ar condicionado. É uma forma de reduzir a humidade na tubagem e de poupar no consumo de combustível.

De qualquer maneira, não se esqueça que convém fazer a higienização profissional de dez em dez mil quilómetros. E, com mitos derrubados e mais arejado sobre como potenciar a utilização do ar condicionado do seu veículo, é só colocar em prática e espalhar a palavra junto dos amigos. Até porque os dias de inverno pedem um calorzinho extra.

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