Renault Clio aposta no design disruptivo e numa boa dose de eficiência

Totalmente redesenhado, o novo Renault Clio adota um estilo mais atlético, com proporções mais generosas e uma frente de forte presença visual. O comprimento cresce para 4,116 metros e a largura para 1,768 metros, com capot mais longo, vias dianteiras e traseiras alargadas e uma linha de tejadilho inspirada num coupé, conferindo-lhe um aspeto mais dinâmico e premium. A nova assinatura luminosa em forma de diamante, associada a jantes até 18 polegadas, reforça o estatuto do modelo na estrada.
A oferta cromática inclui sete cores de carroçaria, com destaque para os novos Vermelho Absoluto e Verde Absoluto, aos quais se juntam Branco Glaciar, Cinza Gunmetal, Cinzento Xisto, Preto Estrelado e Azul Ferro. Detalhes como os arcos das rodas em preto e os faróis flutuantes sublinham a aposta num visual mais tecnológico e desportivo.
Habitáculo tecnológico e mais espaçoso
No interior, o Clio dá um salto em modernidade, anunciando um ambiente mais acolhedor e tecnológico, com destaque para o sistema multimédia OpenR Link com Google integrado, suportado por dois ecrãs de 10 polegadas, consoante a versão. O ecrã central ligeiramente orientado para o condutor e a integração dos serviços Google Maps, Google Play e controlo por voz proporcionam uma experiência de infoentretenimento ao nível de segmentos superiores, dispensando a ligação permanente do smartphone.
A habitabilidade foi outra prioridade, com mais espaço para joelhos e pés dos ocupantes traseiros, resultado do aumento do comprimento interior e do recuo dos encostos dos bancos dianteiros. A bagageira mantém-se como um trunfo, com capacidade até 391 litros (dependendo da motorização) e uma altura de carga 40 mm mais baixa do que na geração anterior, facilitando o uso quotidiano.
Motores eficientes e foco na eletrificação
A gama de motorizações do novo Clio foi completamente revista, com o destaque a recair no novo sistema full hybrid E-Tech de 160 cv, que lidera a oferta. Com motor a gasolina de 1,8 litros, dois motores elétricos, caixa multimodo sem embraiagem e bateria de 1,4 kWh, anuncia consumo médio de 3,9 l/100 km, emissões a partir de 89 g/km e aceleração de 0 a 100 km/h em 8,3 segundos. Em utilização citadina e periurbana, é capaz de circular em modo 100% elétrico até 80% do tempo, com autonomia total que pode chegar aos 1.000 km. Problema: o sistema fiscal luso penaliza o tamanho do motor, fazendo com que esta seja a variante mais cara – é proposta desde 28.990 euros e apenas com equipamento de nível superior Esprit Alpine,
A oferta de entrada assenta num novo 1.2 TCe de três cilindros com 115 cv e 190 Nm, disponível com caixa manual de seis relações ou automática EDC de dupla embraiagem, esta última a contribuir para uma redução de 12% no consumo face à anterior transmissão CVT. A gama será reforçada, cerca de seis meses após o lançamento, com uma variante Eco-G de 120 cv, a gasolina-GPL, combinada com caixa EDC, pensada para quem procura custos de utilização mais baixos e autonomia até 1.450 km graças ao depósito de GPL de 50 litros.
Chassis, segurança e conforto em alta
Assente na plataforma CMF-B, o novo Clio recebe vias mais largas e ajustes específicos na barra estabilizadora e amortecedores para manter o nível de conforto e comportamento que fizeram da geração anterior uma referência no segmento. O diâmetro máximo das rodas sobe de 17 para 18 polegadas, sem sacrificar o conforto, e o coeficiente aerodinâmico desce de 0,32 para 0,30.
Já a segurança ativa e passiva sobe de patamar, com até 29 sistemas avançados de assistência à condução (ADAS), incluindo Active Driver Assist com cruise control adaptativo inteligente, travagem automática de emergência também em marcha-atrás, câmaras de visão 360 graus e monitorização de fadiga do condutor. Um botão My Safety Switch permite memorizar e ativar rapidamente as configurações preferidas de apoio à condução, respondendo às novas exigências regulamentares sem penalizar a usabilidade diária.
Sustentabilidade como pilar
A nova geração do Clio integra de forma mais vincada a estratégia de desenvolvimento sustentável da Renault, com 33,9% do peso total constituído por materiais provenientes da economia circular. Nos plásticos, 17,3% da massa recorre a material reciclado, enquanto o para-choques traseiro utiliza plástico 100% reciclado e 50% da estrutura do painel de instrumentos é fabricada em polímeros reciclados.
Na versão Esprit Alpine, 92% dos tecidos dos estofos são produzidos a partir de fibras recicladas e metade das jantes utilizam alumínio reciclado, solução que representa uma poupança estimada de 350 kg de CO? ao longo do ciclo de produção, equivalente a cerca de 4.000 km percorridos por um Clio novo.