Mercedes atualiza EQS para ser um gigante na autonomia: até 926 km

A Mercedes-Benz ainda não tem um Classe S 100% elétrico, mas não para de aprimorar o seu atual porta-estandarte sem emissões: o EQS.
Chega agora o segundo facelift da berlina alemã, e ao contrário do que seria expectável numa atualização de meio de ciclo, há muito mais do que pequenos retoques estéticos: mais potência, mais autonomia, mais tecnologia e uma imagem ainda mais premium.
Visualmente, a frente do EQS destaca-se agora por uma nova grelha totalmente fechada, decorada com inúmeras pequenas estrelas de três pontas — um detalhe que a Mercedes tem espalhado pelos seus modelos mais recentes. Os faróis também são inéditos, com assinatura luminosa diurna em forma de estrela, reforçando a identidade da marca.
Tudo em mais, menos na ansiedade
A gama do modernizado elétrico de luxo da Mercedes-Benz mantém-se organizada em quatro níveis: EQS 400, EQS 450+, EQS 500 4Matic e EQS 580 4Matic. As três versões mais potentes passam a beneficiar de uma arquitetura elétrica de 800V (a anterior era de 400), associada a baterias de 122 kWh com maior densidade energética.
A versão de entrada recorre a um pack de 112 kWh. Mas o verdadeiro progresso está na capacidade de carregamento rápido em corrente contínua: até 350 kW. Traduzindo, em apenas 10 minutos, é possível acumular energia suficiente para percorrer 320 km com este Mercedes. O segredo está num novo software que divide a bateria em duas metades e carrega cada uma a 400 volts com potências até 175 kW.
Os motores também foram revistos para oferecer mais potência. O EQS 400 entrega 367 cv (270 kW); o EQS 500 4Matic sobe para 476 cv (350 kW); e o EQS 580 4Matic chega aos 585 cv (430 kW) e 800 Nm de binário. Todos os modelos incluem uma caixa de duas velocidades — a primeira relação pensada para arranques enérgicos e a segunda para reduzir consumos em velocidade de cruzeiro.
A autonomia oficial, por enquanto, só foi revelada para o 450+ e chega a incríveis 926 km em ciclo WLTP, com consumos entre 15,4 e 19,3 kWh/100 km.
O volante Yoke veio para ficar
A grande novidade técnica na renovação do EQS é, sem sombra de dúvida, a introdução da direção steer-by-wire. Aqui não há ligação mecânica entre o volante e as rodas — tudo é gerido eletronicamente. Na prática, a baixas velocidades, a relação de direção é de 4:1, o que significa que nunca é preciso cruzar as mãos para fazer manobras apertadas.
O volante que melhor tira partido deste sistema é o novo volante tipo yoke, de inspiração aeronáutica, embora a Mercedes continue a oferecer um volante tradicional, com direção eletromecânica, para quem prefere uma abordagem mais clássica.
A acompanhar esta revolução na direção, a marca apostou também numa suspensão pneumática revista, que promete um nível de conforto ainda superior — algo essencial num modelo que sempre fez da suavidade de rolamento uma das suas bandeiras.
Luxo e um interior mais inteligente
No habitáculo, tirando o volante, as mudanças são ligeiras, mas relevantes. O gigantesco ecrã Hyperscreen continua a dominar o painel de bordo, mas por trás dele estreia-se a versão mais recente do sistema operativo MB.OS, com o novo assistente virtual MBUX. E há uma surpresa para os passageiros traseiros: dois novos ecrãs de 13,1 polegadas montados nas costas dos bancos dianteiros, garantindo que ninguém a bordo fica de fora da experiência digital.