4 maio 2026

CATL tem nova bateria: carrega de 10 a 98% em apenas 6 minutos

CATL tem nova bateria carrega de 10 a 98% em apenas 6 minutos

A nova geração de baterias da CATL coloca a experiência de "abastecer" um elétrico cada vez mais próxima da de atestar um carro a combustão.

A ambição chinesa de eliminar por completo a ansiedade de carregamento acaba de ganhar um novo argumento. A gigante CATL apresentou em Pequim uma atualização da sua bateria Shenxing de carregamento super-rápido, agora capaz de recuperar dos 10% aos 98% da capacidade em menos de metade do tempo: pouco mais de seis minutos!

Para resolver o que se pode chamar de uma espécie de trilema: velocidade, durabilidade e segurança, a CATL explica que atuou em três frentes interligadas: na redução da produção de calor durante a operação das células, numa propagação térmica mais eficiente e num controlo de precisão sem precedentes da temperatura. O resultado, afirma a empresa, não sacrifica a vida útil, uma vez que, mesmo após mil ciclos completos de carga e descarga (o equivalente a centenas de milhares de quilómetros), esta nova bateria retém mais de 90% da sua capacidade original.

Robin Zeng Yuqun, presidente e CEO do maior fabricante mundial de baterias, foi claro sobre o momento tecnológico que se vive: "O limite da eletroquímica ainda está longe de ser atingido e as possibilidades da ciência dos materiais estão longe de se esgotar."

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CATL sem rival?

A par da Shenxing, a CATL revelou também uma nova evolução da sua bateria de topo, a Qilin, que promete agora autonomias até 1.500 quilómetros com uma única carga, um salto de 50% face ao milhar de quilómetros da geração anterior. É uma marca que, a confirmar-se em condições reais, torna-se absolutamente referencial no panorama atual.

Tudo isto, menos de um mês depois de a rival BYD ter apresentado a mais recente evolução da sua bateria Blade, com um carregamento de 10% a 97% em cerca de nove minutos. O duelo entre os dois pesos-pesados chineses, que juntos controlam mais de metade do mercado global de baterias para veículos elétricos, está a acelerar o investimento em investigação e desenvolvimento como nunca. O foco está agora em novas químicas de células, mas também em processos de fabrico mais eficientes que continuam a fazer cair os custos de produção, reforçando o domínio chinês num setor estratégico para a mobilidade e o armazenamento de energia.

Para além das baterias, a CATL anunciou planos ambiciosos para expandir a infraestrutura: a construção de até cem mil estações de carregamento e troca de baterias até 2028, em parceria com fabricantes automóveis chineses, e uma integração mais inteligente destas redes no sistema elétrico do país. A empresa prevê ainda arrancar em 2026 com a produção em massa de baterias de iões de sódio, uma tecnologia que promete reduzir a dependência de matérias-primas como o lítio, o cobalto e o níquel, um movimento com implicações geopolíticas e económicas profundas.

Segundo os especialistas, esta nova geração de baterias, quando chegar aos modelos de produção em série, terá um impacto direto e sem precedentes no mercado. Saber que a tecnologia está a evoluir para tempos de carregamento de seis minutos e autonomias de 1.500 km é um forte argumento para quem hesita em dar o salto.

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