A Alpine começou a mostrar como será a próxima geração do A110. Ainda não estamos perante o automóvel definitivo, mas uma escultura apresentada pela marca francesa permite descobrir as primeiras pistas concretas sobre o design da terceira geração do seu desportivo mais emblemático.

Debaixo de um véu azul surgem as proporções, a silhueta e vários elementos que deverão definir o futuro A110, que será desenvolvido sobre a nova Alpine Performance Platform (APP).

A escultura será também um dos destaques do espaço da Alpine no Salão Automóvel de Paris, que arranca a 12 de outubro.

O próximo A110 começa a ganhar forma

Será apenas a segunda vez em 71 anos de história da Alpine que o seu modelo mais emblemático é totalmente renovado.

A terceira geração do A110 terá como base a nova plataforma APP, apresentada anteriormente no âmbito do plano FutuREady do Renault Group.

Em julho, a Alpine já tinha levado ao Goodwood Festival of Speed um protótipo de desenvolvimento denominado A110 FUTURE. Nessa altura, porém, utilizou uma carroçaria baseada no atual A110, adaptada às novas dimensões da plataforma.

Agora, pela primeira vez, a marca começa a dar pistas sobre aquilo que realmente podemos esperar do design da próxima geração.

Um A110 escondido debaixo de um véu

exterior do próximo Alpine A110, vista lateral com detalhes de design actualizados e silhueta de coupé desportivo

Em vez de mostrar diretamente um protótipo, a Alpine optou por criar uma escultura que permite perceber as proporções e principais intenções estilísticas do futuro modelo.

O véu não serve apenas para esconder o automóvel. A própria marca explica que este tipo de exercício é utilizado pelos designers durante o desenvolvimento para estudar volumes, proporções e formas.

E há vários elementos que já podem ser identificados.

A futura geração deverá manter a dianteira em V característica do A110, acompanhada por uma dupla assinatura luminosa. O perfil lateral continuará a transmitir movimento, mas será reinterpretado através de formas mais modernas e esculturais.

Nariz de tubarão e habitáculo em forma de gota de água

A silhueta também começa a revelar alguns detalhes interessantes.

A linha de cintura prolonga-se desde uma dianteira que a Alpine descreve como um “nariz de tubarão” até uma traseira baixa.

Ao centro surge um habitáculo com uma forma semelhante a uma gota de água, enquadrado por quatro cavas das rodas bastante pronunciadas.

A intenção passa por manter algumas das proporções e da postura que caracterizaram tanto a Berlinette original como o atual A110, mas reinterpretadas numa linguagem mais contemporânea.

O Concorde serviu de inspiração

Há ainda uma inspiração bastante menos óbvia por detrás desta escultura: o Concorde.

Segundo a Alpine, o véu azul foi pensado para transmitir leveza e aerodinâmica, como se estivesse a ser arrastado pelo vento.

A marca foi buscar inspiração ao avião supersónico franco-britânico e, mais concretamente, ao momento da passagem da barreira do som. A ideia foi representar um instante de elevada concentração de energia, congelado no tempo.

A referência não é apenas estética. Para a Alpine, a relação entre forma, aerodinâmica, leveza e desempenho é particularmente importante num automóvel desportivo.

Nova plataforma para uma nova geração

Por baixo das formas antecipadas pela escultura estará a Alpine Performance Platform.

É precisamente esta base que já foi testada publicamente através do protótipo A110 FUTURE apresentado em Goodwood e que servirá de ponto de partida para a próxima geração do modelo.

Por enquanto, a Alpine não revelou neste comunicado as especificações técnicas, potência, autonomia ou data de apresentação da versão de produção.

O que já decidiu mostrar é a direção estética que pretende seguir. E, apesar de o próximo A110 continuar escondido debaixo de um véu, começa finalmente a ser possível perceber as formas da terceira geração de um dos modelos mais importantes da história da Alpine.

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