21 maio 2026

Alonso compra Pagani Zonda: um supercarro de 1,5 M€

Alonso compra Pagani Zonda: o supercarro de 1,5 M€

O Pagani Zonda Fernando Alonso é uma das aquisições mais comentadas no mundo do automobilismo de alta gama: o bicampeão mundial de Fórmula 1 encomendou um exemplar único e exclusivo à manufatura italiana de Horacio Pagani, com um valor estimado a rondar os 1,5 milhões de euros. Não é um Aston Martin, não é um Ferrari, não é sequer um dos hipercarros com que Alonso habitualmente aparece associado. É um Zonda, possivelmente o supercarro mais artesanal e emocionalmente carregado da última década.

Uma encomenda feita à medida de um campeão

A Pagani Automobili, fundada em San Cesario sul Panaro, em Itália, há mais de vinte anos, é conhecida por produzir automóveis em quantidades verdadeiramente ínfimas. Cada unidade é tratada como uma obra de arte mecânica, com chassis em fibra de carbono-titânio e motores AMG preparados especificamente para a marca. No caso do exemplar adquirido por Fernando Alonso, a encomenda terá resultado numa configuração absolutamente personalizada, com especificações definidas pelo próprio piloto asturiano.

O Zonda é o modelo que catapultou a Pagani para o mapa do automobilismo de ultra-luxo, na viragem do milénio. Embora a marca tenha transitado para a geração Huayra há vários anos, os Zonda continuam a ser produzidos em versões especiais e barchetta para clientes seleccionados com ligação histórica à casa italiana. Alonso, figura reconhecida no universo dos coleccionadores de automóveis raros, insere-se precisamente neste perfil.

Segundo informação partilhada publicamente, a unidade em questão segue a arquitectura clássica do Zonda, com motor V12 atmosférico da Mercedes-AMG, na variante de 7,3 litros. A potência exacta não foi revelada oficialmente pela marca, mas versões equivalentes produzidas nos últimos anos superam frequentemente os 750 cv, com binários que transformam qualquer estrada numa experiência à beira do limite físico.

O que torna o Zonda diferente de qualquer outro supercarro

Numa era dominada por hipercarros híbridos e eléctricos, o Pagani Zonda representa uma filosofia radicalmente diferente. Não há sistemas de recuperação de energia, não há baterias auxiliares, não há modos de condução que amortecem a experiência. O que existe é uma ligação directa entre o piloto e a mecânica, mediada por materiais de aviação e por uma atenção ao detalhe que rivaliza com a relojoaria suíça de alta gama.

A carroçaria em fibra de carbono é moldada manualmente em San Cesario, com cada painel a exigir dezenas de horas de trabalho. Os tubos de escape, em titânio, são esculpidos artesanalmente e emitem uma sonoridade que se tornou característica inconfundível da marca. O interior, igualmente trabalhado à mão, combina alumínio aeronáutico com couro e tecidos seleccionados pelo cliente.

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Fernando Alonso durante evento de automobilismo clássico, rodeado de supercarros
Vista aérea da fábrica Pagani em San Cesario sul Panaro, Itália
Comparação entre Pagani Zonda e Pagani Huayra, ambos em exposição estática
Atelier Pagani em San Cesario sul Panaro, técnicos a trabalhar em chassis de fibra de carbono
Fernando Alonso durante evento de automobilismo clássico, rodeado de supercarros
Vista aérea da fábrica Pagani em San Cesario sul Panaro, Itália

Para contextualizar a raridade desta aquisição: existem menos de 150 Zonda produzidos em toda a história da marca, entre todas as variantes. Mesmo dentro deste universo restrito, os exemplares de encomenda especial recente, como o de Alonso, constituem casos verdadeiramente únicos. No mercado de revenda internacional, Zondas em bom estado ultrapassam frequentemente os dois milhões de euros, sendo alguns exemplares históricos transaccionados por valores ainda superiores.

Fernando Alonso e a sua colecção de automóveis raros

O piloto espanhol não é novidade no universo dos coleccionadores. Ao longo da carreira, Alonso acumulou um conjunto de automóveis que vai muito além do esperado para um atleta da sua dimensão. A colecção inclui Ferrari de várias gerações, McLaren de épocas distintas e automóveis com ligação directa ao seu percurso em Fórmula 1, Le Mans e Dakar.

A aquisição de um Pagani Zonda encaixa nesta narrativa com precisão. Alonso é reconhecidamente um entusiasta genuíno, não apenas um coleccionador motivado pelo estatuto. A marca italiana é, aliás, referência obrigatória em qualquer conversa séria sobre os limites do que um automóvel de estrada pode oferecer a um condutor experiente. Para alguém que durante décadas pilotou os monolugares mais rápidos do mundo, um Zonda representa um dos poucos carros de estrada capazes de provocar emoções autênticas.

A notícia surgiu através das redes sociais, onde imagens do Zonda com personalização específica ligada ao piloto foram partilhadas por entusiastas e meios especializados. A Pagani não emitiu comunicado oficial, prática habitual da marca quando se trata de clientes privados, mas as características visuais identificadas nas fotografias apontam inequivocamente para uma encomenda de raiz.

O preço de 1,5 milhões de euros: o que inclui

O valor referenciado para esta aquisição, situado em torno de 1,5 milhões de euros, é coerente com os preços praticados pela Pagani em encomendas especiais de Zonda nos últimos anos. Para perceber o que justifica esta fasquia, é necessário compreender o processo de produção da marca.

Cada Zonda demora, em média, entre 12 e 18 meses a construir, com uma equipa reduzida de técnicos altamente especializados. O chassis em monocoque de carbono-titânio é fabricado internamente, utilizando processos derivados da competição. O motor V12 chega da AMG já preparado, mas é adaptado e instalado pelos próprios técnicos da Pagani, que afinam a resposta a pedido do cliente.

A personalização estética é total: cores, materiais, texturas do interior, configuração dos instrumentos e até as inscrições nos parafusos são definidas em conjunto com o cliente. No caso de Alonso, é razoável presumir que elementos visuais ligados à sua identidade desportiva tenham sido integrados no design final do automóvel.

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Zonda vs. Huayra: porque é que o clássico ainda seduz

A Pagani apresentou o Huayra em 2011 como sucessor do Zonda, mas os dois modelos coexistem na percepção dos coleccionadores com estatutos distintos. O Huayra é mais tecnológico, mais refinado e, em muitos aspectos, mais acessível em termos de habitabilidade quotidiana. O Zonda é, por contraste, mais visceral, mais bruto e, para muitos, mais puro.

O perfil aerodinâmico do Zonda, com as suas saídas de escape laterais e a silhueta alongada, é amplamente considerado um dos mais belos da história do automóvel moderno. Não surpreende que coleccionadores experientes, com capacidade para escolher qualquer supercarro disponível no mercado, continuem a optar por um Zonda quando procuram algo verdadeiramente especial. O modelo que saiu de moda nunca chegou a sair do mercado das encomendas exclusivas.

O que este negócio diz sobre o mercado dos supercarros exclusivos

A aquisição de Alonso é também um sinal do estado do mercado de supercarros de ultra-nicho. Num contexto em que as grandes marcas caminham a passos largos para a electrificação, fabricantes como a Pagani, que apostam num produto mecânico, artesanal e resolutamente analógico, continuam a encontrar compradores dispostos a pagar valores extraordinários.

A escassez deliberada é parte integrante do modelo de negócio. A Pagani produz, em anos normais, entre 40 e 60 automóveis no total, entre Zonda e Huayra. Esta contenção não é apenas estratégica: é uma limitação real imposta pelo processo artesanal e pelo número restrito de artesãos qualificados disponíveis. O resultado é uma lista de espera que pode ultrapassar os dois anos para clientes com ligação estabelecida à marca.

No que respeita à jornada de compra de um veículo, a experiência com uma Pagani é o extremo oposto do que acontece num concessionário convencional: o processo é completamente personalizado, começa frequentemente com uma visita à fábrica e estende-se por meses de decisões estéticas e técnicas partilhadas entre cliente e marca.

Quanto custa um Pagani Zonda novo?

A Pagani não divulga listas de preços públicas para encomendas especiais de Zonda. Os valores de referência situam-se entre 1,2 e 2 milhões de euros para unidades novas, dependendo do grau de personalização e da variante específica. Em mercado de revenda, exemplares históricos e numerados atingem frequentemente valores superiores a dois milhões de euros.

Quantos Pagani Zonda existem no mundo?

Ao longo de toda a produção, a Pagani fabricou menos de 150 unidades de Zonda em todas as variantes, incluindo Roadster, F, Cinque, Revolucion e exemplares de encomenda especial. Este número torna o modelo um dos supercarros de série mais raros alguma vez produzidos, com valor de colecção tendencialmente crescente.

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