Xiaomi Carro Standvirtual

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Preços do Xiaomi SU7 arrancam abaixo dos 30.000€

Depois de a BYD ter, no final do ano passado, conseguido ultrapassar a Tesla, eis que a empresa de Elon Musk tem novo rival chinês pela frente: a Xiaomi, que abriu caminho nos mercados globais com os seus smartphones, lança-se numa nova aventura no setor automóvel, com o Speed Ultra 7 (SU7), cujo preço parece querer revolucionar o mercado: 215.900 yuans (28.150€). Para já, não há previsões se ou de quando poderá chegar à Europa.

O SU7 é um sedan de quase cinco metros, apresentado em dezembro do ano passado pelo CEO da marca, Lei Jun, que, na altura, elogiou o veículo como tendo tecnologia de “motor super elétrico”, capaz de proporcionar velocidades de aceleração mais rápidas do que qualquer Tesla ou Porsche. O Tesla Model S é proposto na China entre os 698.800 e os 828.900 yuans (92 mil a 108 mil euros); o Porsche Taycan vende-se desde 968 mil yuans (126.350€).

Além do valor da entrada de gama, a Xiaomi já deu os preços das variantes mais apuradas: SU7 Pro desde 245.900 yuans (32.050€) e SU7 Max a partir de 299.900 yuans (39.100€).

Quanto custa um BYD novo?

O modelo será proposto em duas versões de autonomia — uma com alcance de até 668 quilómetros com uma única carga e outra capaz de viajar até 800 quilómetros. Mas o mais importante é o facto de o automóvel trazer o sistema operativo da Xiaomi, HyperOS, tornando-o capaz de se conectar a todos os aparelhos, do telemóvel aos eletrodomésticos, e representando um passo de gigante na dita mobilidade inteligente.

Xiaomi SU7 Standvirtual

O sucesso do SU7 está, porém, a dividir os analistas. Enquanto muitos defendem ter tudo para ser uma aposta ganha num mercado hiperdigitalizado como o chinês, outros lembram as dificuldades que a Xiaomi terá de enfrentar para tornar o seu automóvel tão global quanto os seus smartphones. Na União Europeia, por exemplo, decorre uma investigação para apurar se os subsídios do Governo chinês ajudaram os fabricantes de automóveis elétricos do país a apresentarem veículos mais baratos na Europa.

Artigo relacionado: Bruxelas investiga entrada de carros chineses na Europa

E mesmo no mercado doméstico a Xiaomi não terá a vida facilitada. “O atual ambiente de mercado é bastante desafiante para os recém-chegados, com os dez principais operadores a expandirem continuamente a sua quota de mercado”, afirmou Ernan Cui, analista da Gavekal Dragonomics, citado pela Reuters.

“Se a Xiaomi não conseguir vender em grande escala num curto período, corre o risco de ser um entrave aos lucros da empresa durante mais tempo.”

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