Mudanças altas e baixas

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O que são mudanças altas e baixas?

Há veículos que precisam ainda de mais poderio mecânico do que os automóveis normais, como é o caso dos todo o terreno (e também dos camiões). Em muitas destas viaturas existem as chamadas mudanças altas e baixas. As primeiras estão mais indicadas para “rolar” e, as segundas, para quando as circunstâncias pedem maior força motriz. No que diz respeito aos jipes, as mudanças baixas são também popularmente conhecidas como “redutoras”.

Olhando para a oferta atual de veículos novos, o mais comum são modelos que, mesmo tendo tração integral, não possuem mudanças altas e baixas. Para se beneficiar desta resposta mecânica, é preciso optar por propostas que são mais caras de produzir e que, por esse motivo, têm um preço de aquisição mais elevado.

Não admira, portanto, que um jipe dotado de caixa de velocidades com redutoras seja mais valioso, mesmo com uns bons anos no ativo e uma elevada quilometragem, como se pode constatar na oferta disponível no site do Standvirtual. Basta comparar com veículos equivalentes, com tração integral, mas sem redutoras, para constatar que o valor comercial é menor. Tudo porque um veículo dotado de tração integral – que pode ser permanente ou não –  e com redutoras está mais apto a progredir em fora de estrada do que um veículo apenas com tração 4×4.

 

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A tração às quatro rodas garante, por si só, maior capacidade para avançar fora de estrada do que apenas tração num único eixo, seja ele dianteiro ou traseiro. Mas mesmo com a tração integral engrenada, por vezes é necessário dispor de força adicional, para, por exemplo, vencer uma subida ou um obstáculo.

Vantagens de ter um carro com mudanças altas e baixas

Ao engrenar as redutoras ou as “baixas” – o que pode ser feito por intermédio de uma alavanca ou de um simples botão – o veículo fica mais lento. Por exemplo, em 1ª velocidade, passará de 21 km/h para 8,5 km/h, mas, em contrapartida, tem mais força (binário). São estes argumentos mecânicos (entre outros) que fazem a popularidade dos chamados jipes “puros e duros”, mesmo quando, como já vimos, apresentam uma idade e quilometragem que, noutros casos, poderiam afastar os interessados.

O uso de redutoras tem também a vantagem de permitir controlar melhor o veículo numa descida pronunciada, uma vez que a tal baixa velocidade a que progride acaba por o suster. Esta função é de tal modo útil que até os modernos SUV (Sport Utility Vehicle), que não têm as mesmas capacidades dos todo o terreno mais afoitos, por vezes apresentam botões que acionam sistemas de controlo de descida. Estes reproduzem um efeito semelhante ao das redutoras, através da conjugação de sistemas eletrónicos e mecânicos.

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Quando não se usam as redutoras, o veículo pode seguir com a tração integral engrenada, rolando em “altas”, o que garante menor força motriz em relação àquelas, mas maior velocidade.

Note-se que a utilização da tração integral num veículo que não é um 4×4 permanente, deve acontecer apenas em situações de fraca aderência. Numa estrada convencional, com boas condições de piso, deve utilizar a viatura apenas com duas rodas motrizes, poupando nos consumos e no desgaste dos componentes mecânicos. O mesmo é válido para o uso das redutoras, um recurso a ser utilizado apenas quando as dificuldades do terreno o exigem, devendo ser desligado assim que as mesmas forem ultrapassadas.

Resta-nos desejar-lhe bons passeios em estrada ou fora dela, sempre com a máxima segurança.

 
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