28 fevereiro 2026

Mazda CX-5 2026: terceira geração cresce em espaço e tecnologia

Mazda CX-5 2026 aposta num habitáculo mais digital com Google integrado

A Mazda já tem a caminho a terceira geração do CX-5, um SUV que cresce em dimensões, reforça o conforto e a dotação tecnológica, mas estreia-se com uma gama de motores mais limitada, assente num único bloco a gasolina de 141 cv com hibridação ligeira.

A nova geração do CX-5 continua a posicionar-se no segmento dos SUV médios, enfrentando uma concorrência intensa de propostas como Audi Q3, BMW X1, Ford Kuga, Hyundai Tucson, Kia Sportage, Opel Grandland, Renault Austral, Toyota RAV4 e Volkswagen Tiguan, entre outros modelos com comprimentos entre os 4,5 e os 4,7 metros. Comparativamente às duas gerações anteriores, o SUV ganha em presença e habitabilidade, sobretudo nos lugares traseiros e na bagageira, sem alterar a filosofia de familiar que caracteriza o CX-5 desde 2012.

Dimensões maiores, mais espaço a bordo

O CX-5 2026 mede 4,69 metros de comprimento, 1,86 m de largura e 1,695 m de altura, superando o modelo anterior em todas as cotas, em especial no comprimento, onde a diferença é de 11,5 centímetros. Esses centímetros adicionais refletem-se no aumento da distância entre eixos, o que se traduz em mais espaço para os ocupantes dos bancos traseiros e numa bagageira de maior capacidade.

O acesso aos lugares posteriores faz-se agora através de portas maiores, que continuam a abrir a quase 90 graus, facilitando a entrada e saída, bem como a colocação de cadeirinhas de bebés e crianças pequenas. E, uma vez lá dentro, a sensação de espaço é claramente superior.

A bagageira passa a oferecer 583 litros de capacidade, mais 61 litros do que no modelo de segunda geração. Mantém formas regulares e práticas, com ganchos, cabides e um fundo duplo de dimensão moderada, mas abandona o anterior sistema de cortina ligado à porta da bagageira, optando agora por uma solução convencional do tipo carretel, de manuseamento manual. Em comparação com os concorrentes diretos, o CX-5 posiciona-se num patamar competitivo: não é o mais espaçoso do segmento – Dacia Bigster e Hyundai Tucson continuam a oferecer mais volume – mas passa a situar-se acima da média.

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Gama mecânica curta e novo automático de série

Na fase de lançamento, a gama do CX-5 2026 é mais reduzida do que no passado. A Mazda propõe apenas um motor a gasolina atmosférico de quatro cilindros e 2,5 litros, associado a um sistema de hibridização ligeira de 24 V. O bloco, já conhecido de versões recentes do Mazda3 e do CX-30 (ainda que com pequenas modificações), desenvolve 141 cv e 238 Nm de binário.

A Mazda justifica esta opção afirmando que o novo 2.5 oferece uma entrega de potência mais vigorosa a baixas e médias rotações, precisamente as mais utilizadas no dia a dia. E, atendendo aos valores oficiais, tanto a potência como o binário máximo são alcançados a regimes inferiores face ao 2.0 do CX-5 2022, o que, em teoria, torna o motor mais elástico e reduz a necessidade de recorrer frequentemente à caixa de velocidades para manter um regime ideal.

A transmissão é outro dos pontos de mudança: desaparece a caixa manual de seis relações e todas as versões passam a contar com uma caixa automática de seis velocidades com conversor de binário, semelhante à da segunda geração, mas revista para garantir passagens “mais fluidas e diretas”. A oferta inclui variantes com tração dianteira e tração integral.

Para mais tarde, a marca anuncia a introdução de um segundo sistema de propulsão, mais potente, um híbrido não recarregável de desenvolvimento próprio, batizado e-Skyactiv-Z, sobre o qual ainda não foram divulgados muitos detalhes.

Chassis mais confortável, sem perder o “toque” Mazda

O chassis e a suspensão do CX-5 2026 foram igualmente revistos, com o objetivo de elevar o conforto de marcha sem perder a sensação de condução direta típica da Mazda. Para isso, o modelo recebe molas mais macias, barras estabilizadoras de espessura alterada e novos amortecedores, complementados por pneus com melhor compromisso entre aderência e resistência ao rolamento.

A marca reforçou também o isolamento acústico, adicionando mais material fonoabsorvente em diversos pontos da carroçaria, uma melhoria dirigida a um dos aspetos mais criticados na geração anterior. Foram ainda instalados novos suportes de motor, que reduzem vibrações, a direção foi recalibrada para oferecer uma sensação mais precisa ao condutor e o pedal do acelerador recebeu uma nova programação para proporcionar uma resposta mais ágil, previsível e sem atrasos.

Habitáculo mais digital

No interior, a transformação é profunda. O desenho do tabliê já pouco tem em comum com o do modelo anterior, seguindo a filosofia estreada noutros modelos recentes da marca: desaparece a maioria dos comandos físicos e surgem dois grandes ecrãs, a partir dos quais se gerem e consultam a maior parte das funções do veículo.

O painel de instrumentos integra um ecrã de 10,25 polegadas, enquanto o sistema multimédia recorre a um monitor de 12,9 ou 15,6 polegadas, consoante o nível de equipamento.

A grande novidade tecnológica reside no novo sistema multimédia, que passa a operar com o ecossistema Google. O CX-5 integra de forma nativa aplicações como Maps ou Calendar e inclui o assistente de inteligência artificial Gemini, que permite interagir com o veículo em linguagem natural, bem como acesso à loja de aplicações Google Play. A conectividade com Apple CarPlay e Android Auto é de série em toda a gama, podendo ser por cabo ou sem fios, conforme a versão.

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Gama e preço em Portugal

A gama do CX-5 2026 estrutura-se em quatro níveis de equipamento: Prime-Line, Centre-Line, Exclusive-Line e Homura. Desde o patamar de entrada, o modelo oferece faróis LED, jantes de liga leve de 17 polegadas, instrumentação digital, climatização automática, sistema multimédia com Google integrado, programador de velocidade ativo e sistema de som com oito altifalantes. Os preços começam nos 39.889 euros, havendo campanha de lançamento para um desconto de mil euros.

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