24 março 2026

Amalfi Spider: o topless mais sexy da Ferrari

Ferrari Amalfi Spider com teto aberto

O mais recente descapotável de motor dianteiro da marca de Maranello oferece 640 cv de potência para condução desportiva a céu aberto.

A par do espetacular Luce, que transporta definitivamente a Ferrari para a nova era da eletrificação, a marca de Maranello continua a evoluir a sua oferta de modelos a combustão. O Cavallino que se segue chama-se Amalfi Spider, nada menos que a versão descapotável do coupé batizado com o nome da cidade icónica na costa amalfitana. Um sucessor natural do Roma, mantendo os seus principais cartões de visita: motor V8 biturbo à frente, capota em lona e um estilo absolutamente arrasador.

Design e teto retrátil com cinco camadas

Com 4,66 metros de comprimento, o novo Amalfi Spider segue basicamente a mesma receita do modelo fechado, mas ostenta uma silhueta mais agressiva e uma aerodinâmica refinada, incluindo um spoiler ativo com três posições para ajuste automático da carga negativa: Low Drag, Medium Downforce e High Downforce.

Porém, o grande destaque vai, obviamente, para a capota de têxtil retrátil, que abre ou fecha em 13,5 segundos, mesmo com o Spider em movimento até aos 60 km/h. A Ferrari apostou numa estrutura de construção leve com um tecido técnico de cinco camadas, garantindo isolamento acústico e térmico comparável ao de um coupé, sem sacrificar o charme de um verdadeiro descapotável.

Quando está arrumado, este teto retrátil em lona ocupa apenas 22 cm de espessura, deixando espaço para as malas: 255 litros com a capota fechada e 172 litros com a capota aberta. Nesta configuração "topless", os defletores nos bancos traseiros sobem ao toque de um botão.

Para o Amalfi Spider, a Ferrari criou quatro cores de capota em tecido, incluindo uma com efeito brilhante que quase parece uma pintura metalizada. E, talvez para acompanhar o pôr do sol, a marca também criou um tom de vermelho para a carroçaria, o Rosso Tramonto, que, segundo os italianos, remete exatamente para o laranja quente do final do dia.

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Concebido à volta do condutor

Com um layout característico de “duplo cockpit”, o interior na configuração 2+2 (uma designação justa porque os lugares traseiros servem só para crianças), combina comandos intuitivos com uma interface centrada no condutor. A Ferrari parece ter dado ouvidos aos clientes e disse mesmo adeus aos comandos táteis frustrantes do Roma Spider. O novo Amalfi aposta em botões físicos, incluindo o inconfundível botão de arranque em alumínio. Quanto à digitalização, fica a cargo de três ecrãs: um de 15,6 polegadas para a instrumentação, outro ao centro de 10,25 polegadas para as funções de multimédia e um monitor de 8,8 polegadas à frente do passageiro.

V8 com alma desportiva

Debaixo do capot, mora o mesmo 3.9 V8 biturbo, instalado numa posição central dianteira e capaz de debitar 640 cv de potência às 7.500 rpm e 760 Nm de binário entre as 3.000 e as 5.750 rpm. A tração é traseira, a caixa é a rápida dupla-embraiagem de oito relações, otimizada para prestações desportivas. O Spider pesa mais 86 kg do que o coupé que lhe serve de base, em grande parte devido ao aumento de reforços estruturais, mas isso não beliscou gravemente os números de aceleração. O descapotável cumpre os 0 a 100 km/h nos mesmos 3,3 segundos da versão fechada. Só na medição dos 200 km/h se nota uma diferença: 9,4 segundos, 0,4 segundos mais lento. A velocidade máxima está limitada a 320 km/h.

Tecnicamente, a Ferrari destaca a presença do evoluído sistema de controlo dinâmico, que inclui tecnologias como o sistema de travagem brake-by-wire, o ABS Evo, o controlo de deslizamento lateral (na versão 6.1) e o Manettino com calibrações mais desportivas. O Amalfi Spider apresenta ainda uma distribuição de peso de 48 por cento à frente e 52 por cento atrás.

O Amalfi Spider chegará às estradas como modelo 2027, ainda sem números de produção confirmados. Mas se o coupé arranca nuns "simpáticos" 270 mil euros, a versão descapotável deverá ultrapassar facilmente a barreira dos 300 mil euros.

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