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Honda HR-V – Único e irreverente, como sempre

O Honda HR-V sempre apostou na irreverência para se distinguir no concorrido segmento dos SUV.

Mas esta 3ª geração está mais normal do que nunca, continuando única, como sempre.

Em mais um ensaio do Standvirtual, mostramos ao pormenor todos os argumentos do novo Honda HR-V.

O HR-V é uma das apostas mais ambiciosas da Honda dos últimos anos: a marca japonesa espera que o novo HR-V represente 50% das suas vendas na Europa. Uma premissa forte, e que obrigou a Honda a dotar este modelo com vários chavões capazes de conquistar de imediato o público.

E um deles é, sem dúvida, a estética. Fiel à tradicional silhueta “acoupetizada” e futurista, com os puxadores das portas traseiros dissimulados no pilar C, o Honda HR-V continua também a oferecer uma excelente altura ao solo tendo as conta as pretensões citadinas, característica que herda desde o seu primeiro antecessor, e surge agora associado, de série, a jantes de umas respeitosas 18 polegadas.

Mas mais do que apostar numa estética irreverente, a Honda, bem ao seu jeito, conseguiu adaptá-la a um automóvel espaçoso e funcional.

Prova disso é a permanência dos Magic Seats da Honda, que, através da sua versatilidade, acabam por contribuir para uma bagageira cujos 320 litros de capacidade inicial, ou 1.289 litros com as costas dos bancos traseiros rebatidas totalmente na horizontal.

Honda HR-V

O HR-V é mesmo a proposta da Honda para o Segmento B, algo que a Honda justifica não somente através dos 4,34 metros de comprimento, 1,79 m de largura, 1,58 m de altura e 2,61 m de distância entre eixos, como também e uma vez já no habitáculo, através de uma habitabilidade nos lugares traseiros que suplanta o espaço disponível nalgumas propostas do segmento D!

Mas não só a Honda, como os preços, assim o ditam. Aliás, este é um tópico que podemos abordar desde já: na secção de novos do Standvirtual, os preços para este Honda HR-V começam nos 34.900€: um valor totalmente em linha com os restantes modelos desde segmento hibrificados, como é exemplo o Nissan Juke, o Hyundai Kauai ou até o Toyota CH-R.

Configurar o novo Honda HR-V no Standvirtual

Apesar da Honda ser uma marca generalista, o interior desde HR-V não desilude. O interior deste Honda segue, de certo modo, a abordagem estilística do exterior, com traços minimalistas, retilíneos e sem grandes formas geométricas (muito ao estilo germânico, diga-se de passagem), e encontramos ainda várias zonas mais “almofadas”, forradas a pele sintética, e alguns (poucos) plásticos mais rijos, mas todos eles denotam boa qualidade de construção e de montagem.

De realçar ainda no interior do novo Honda HR-V o engenhoso pormenor nas saídas de ventilação que permite espalhar melhor o ar pelo habitáculo, ou canalizá-lo numa direção mais precisa, assim como os controlos de climatização físicos, e independentes de todo o sistema de infoentretenimento.

E por falar em sistema de infoentretenimento, o novo HR-V melhorou a olhos vistos o sistema de infoentretenimento. Está muito mais responsivo, mais fácil de operar e integra agora sistemas de conectividade Apple CarPlay sem fios, e Android Auto, com fios.

A complementar o sistema de infoentretenimento, à nossa frente encontramos um quadrante parcialmente digital, onde o velocímetro é físico, e fixo, mas o restante é configurável e podemos aceder a toda a informação relevante sobre a condução.

Ao volante

O Honda HR-V oferece uma posição elevada de condução, mesmo com o banco o máximo em baixo conseguimos ver o capot, que é bastante horizontal, fazendo parecer que o carro é ainda maior. Isto é algo que facilita a condução, porque sabemos sempre onde está a frente do carro. A visibilidade para trás não é excelente a pelo formato “coupé”, mas para isso contamos com a ajuda de espelhos retrovisores de dimensões massivas, e com uma câmara de marcha atrás com uma resolução aceitável nas manobras.

Algo menos positivo e que afeta a experiência de condução é o apoia braços. É demasiado pequeno, não é extensível, e acabamos por nunca apoiar o braço enquanto estamos a conduzir. Porém, debaixo dele, encontramos um muito útil espaço de arrumação.

Em algo que a Honda não “brinca em serviço” é nas tecnologias de auxílio à condução: Condução autónoma de nível 3, sensores de estacionamento 360º, alerta de veículos em ângulo morto, cruise control adaptativo… E ainda um botão “especial”, que aquecee as escovas do limpa vidros, e derrete o gelo mais facilmente. Um extra que será muito apreciado, sobretudo pelas pessoas que vivem nas zonas mais a norte e centro de Portugal.

A direção é precisa e o carro é bastante ágil, para isso muito ajuda o facto de pesar menos de 1400kg. Apesar de ser um híbrido, é muito fácil de manobrar em espaços mais apertados como estacionamentos subterrâneos.

Honda HR-V

É um carro muito agradável de conduzir, a suspensão é surpreendentemente agradável, tendo em conta as jantes de 18 polegadas e os pneus de baixo perfil. É um carro que lida melhor com as lombas de maiores dimensões do que propriamente com buracos na estrada mais “inesperados”. E em auto-estrada também é bastante confortável, não existindo a sensação de “tapete voador”, quase a flutuar, como vemos por exemplo no Citroen C4, sendo mais firme um pouco, mais ao estilo alemão, e por isso um tudo ou nada mais desportiva.

Mas não, não é um carro propriamente desportivo… Aliás, nem incentiva a acelerações muito fortes, pois ouvimos o barulho da caixa CVT… Neste caso, a Honda até a tentou transformar em algo mais agradável, com um “simular” de mudança de velocidades, mas sem grande efeito final. Mas o certo é que são as caixas mais eficazes dos sistemas híbridos, e são as melhores amigas dos consumos.

Por falar em consumos, a Honda anuncia 5.4L/100km. Uma estimativa um pouco pessimista da parte da Honda. Em cidade, facilmente registamos consumos abaixo dos 5L, e sem grandes poupanças. O sistema dá sempre primazia ao motor elétrico. Em auto-estrada, os consumos sobem para a casa dos 6L. Em cidade, o depósito de apenas 40L é capaz de fazer praticamente 700km, o que é excelente e poupa muitas idas ao posto de combustível. E sempre que vamos, não precisamos perder mais do que 5min.

Associado à caixa CVT encontramos um sistema híbrido que combina dois motores elétricos a um motor térmico de 1.5L, e a potência total combinada é de 130cv e 235Nm de binário. A velocidade máxima essa está limitada a 170km/h.

Opinião final

Num mundo onde praticamente todas as semanas somos confortados com um novo SUV, o HR-V acaba por ser uma lufada de ar fresco no segmento do B, e sem dúvida, um carro diferenciador, com características detalhes e pormenores muito interessantes, e que vale realmente a pena conhecer se estiver no mercado à procura de um SUV citadino com apetências familiares. 

 

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