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Nissan Juke: O que vale o pequeno e irreverente SUV japonês?

A Nissan foi uma das marcas pioneiras a apostar nos B-SUV com o lançamento da 1ª geração do Juke, já lá vão quase 15 anos. Nos dias de hoje, e num dos segmentos mais concorridos do mercado, a 2ª geração do Nissan Juke debate-se com o líder absoluto de vendas em Portugal, o Peugeot 2008 e com muitos outros concorrentes de renome.

Mas será que este irreverente SUV japonês tem argumentos suficientes para ombrear com os reis da cidade e dar ânimo para fugir dela?

Podia não ser um automóvel para todos os gostos, mas é inegável que primeira geração do Nissan Juke foi um autêntico sucesso de vendas em Portugal, tendo comercializado mais de 14.000 unidades no nosso país.

Mas se em 2010 a concorrência era quase nula ou inexistente, em 2019 as opções dentro dos B-SUV dispersam-se entre construtores dos 4 cantos do mundo: desde os japoneses aos coreanos, passando pelos europeus e até aos americanos.

Isto obrigou o Nissan Juke a reinventar-se, mas sem perder a sua essência irreverente. Continua a ser um pequeno SUV que polariza opiniões, mas apresenta-se agora com linhas de carroçaria mais retilíneas e uma filosofia de design mais europeia.

Interior

Nissan Juke

Os 7 cm de aumento no comprimento face à primeira geração e os 10 cm adicionais de distância entre eixos traduzem-se numa presença mais imponente, mas também em maior espaço para ocupantes e bagageira, que oferece agora 422L de volumetria nas versões a combustão, e 354 na versão híbrida.

Com espaço razoável para 4 ocupantes e um interior onde prevalecem os materiais mais duros, mas com montagem rigorosa, o interior do Juke apresenta ainda a antiga linha de design e tecnologia da Nissan, e é muito provável que em breve venha a receber uma atualização, devendo ficar mais semelhante ao que a marca japonesa oferece agora no novo Nissan Qashqai.

Um interior mais analógico, mas que nos dias que correm nos chega a trazer nostalgia ao recordar o quão fácil era ajustar qualquer parâmetro nestes automóveis, sobretudo para quem passava muito tempo a ter que olhar para a estrada.

E apesar do look datado, contamos com conectividade Apple CarPlay e Android Auto, que na verdade, é tudo o que precisamos de um automóvel moderno.

Ao volante

Não é difícil ser-se o sucessor de um automóvel de sucesso, e quando se está tantos anos sem lançar uma nova geração ou à espera de um facelift, por vezes há que correr atrás do prejuízo. Não obstante, as propostas de valor do Nissan Juke continuam a ser muito válidas, e certamente vão ao encontro das necessidades de muitas famílias jovens e urbanas.

O Juke tem uma condução fácil, e é muito rápido tirar-lhe as medidas. Assim que nos sentamos e ajustamos a nossa posição de condução, tudo é bastante ergonómico e tudo nos parece familiar.

Quanto a motorizações, a Nissan oferece para o Juke duas “paletas”: um motor a gasolina 1.0 Turbo de três cilindros e 114cv, ou um híbrido 1.6 de 145cv, que recorre à arquitetura do seu primo francês Renault Captur, isto é, associando dois motores elétricos a um a gasolina, maximizando a eficiência em em cidade.

Este 1.0 é talvez, a motorização mais apetecível do Juke, e aquela que mantém os preços mais comedidos, e é um conjunto serve perfeitamente para o modelo, conseguindo performances aceitáveis, com uma boa resposta do propulsor que, embora pequeno, com a ajuda do turbo oferece 200Nm de binário que, face aos cerca de 1200kg de peso, torna céleres as recuperações. Com esta motorização, os consumos também facilmente estabilizam na casa dos 6L/100km.

A título opcional, o cliente pode optar por um caixa automática dupla-embraiagem de sete relações com patilhas de seleção atrás do volante ao invés da caixa manual de 6 relações, escolha que encarece cerca de 1600€ ao preço deste modelo, mas que maximiza o conforto, a eficiência e performances em cidade.

Preços

Quanto a preços, o Nissan Juke está disponível a partir de 25.231€ para esta versão 1.0, e de 34.510€ para a versão híbrida.

Mas importa realçar que os elementos de segurança, como a travagem de emergência inteligente, reconhecimento de sinais de trânsito, e alerta de trânsito em ângulo morto são de série, e que no campo do conforto, o cruise-control, câmara traseira, chave inteligente, ar condicionado automático também o são.

Em suma, o Nissan Juke é um pequeno SUV que não é, nem quer ser para todos, mas continua a ser uma boa proposta dentro do segmento e consegue tocar no coração às pessoas certas.

 

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