2 setembro 2025

Nesta fábrica da Mercedes-Benz, há um cão-robô que ajuda a poupar energia

cão-robo fábrica mercedes Standvirtual

Há um novo “funcionário” na fábrica da Mercedes-Benz de Düsseldorf, e de quatro patas. O “Aris” é um cão-robô que é o precursor de uma nova era que colocará a unidade fabril entre as pioneiras na adoção de sistemas robóticos autónomos de produção.

Para já, o “Aris” é fundamental a detetar, entre outras coisas, as chamadas fugas de ar comprimido e, assim, garantir que estas são reparadas numa fase inicial, o que permite reduzir significativamente o consumo de energia na fábrica.

Futuro robótico

O “Aris”, que foi recentemente apresentado, faz parte da estratégia de digitalização em curso na fábrica de furgões em Düsseldorf. E, no futuro, anuncia a Mercedes-Benz, espera-se que sejam utilizados sistemas robóticos autónomos para a manutenção preditiva e a logística. O objetivo não passa por substituir a força humana, mas, diz a marca alemã, “fornecer aos funcionários o melhor apoio possível nas suas tarefas diárias e, assim, criar mais eficiências”.

E o “Aris” já está a executar uma vasta gama de tarefas na fábrica, algumas apoiadas na inteligência artificial (IA), como a inspeção de rotina de medidores analógicos de determinados sistemas e máquinas. Os dados são registados e podem finalmente ser avaliados o mais facilmente possível.

O “Aris” está também equipado com um módulo de imagem acústica e pode assim visualizar e localizar anomalias de ruído, além de a sua utilização evitar falhas iminentes no sistema através de reparações direcionadas durante períodos de não produção.

Um “drone” no controlo

Para além do cão-robô, Düsseldorf vai passar a contar com um “drone” autónomo, que irá assumir a contagem de contentores vazios nas instalações da fábrica e que poderá interagir com o “Aris”. Ou seja, ambos os sistemas robóticos podem ser integrados em aplicações de nuvem de nível superior, que permitem a interação entre si e, no futuro, também com outros robôs, inclusive aqueles que se encontrem em fábricas diferentes.

No caso específico do “drone”, um “software” de IA treinado permite que os transportadores de carga sejam identificados e contados com base nas suas dimensões, contornos e topologia.

Leia também: