17 maio 2026

Mercedes GLC elétrico chega para ocupar lugar do EQC com mais potência e autonomia

Mercedes GLC elétrico em estrada costeira evidencia design aerodinâmico e silhueta SUV-coupé

O GLC, o modelo mais vendido da Mercedes-Benz, tem agora uma versão elétrica que estreia arquitetura de 800 V e uma nova geração de baterias. Os preços arrancam nos 78 mil euros.

O novo Mercedes GLC Elétrico chega ao mercado sem dever nada ao seu irmão a combustão. Falamos de um projeto de raiz, com plataforma dedicada, que privilegia a habitabilidade, a tecnologia e o conforto de rolamento.

Não somos nós que o dizemos, mas os designers da Mercedes comparam orgulhosamente o seu novo SUV a uma obra de arte iluminada. Não tanto pelas formas esculpidas da carroçaria com uma silhueta estilo SUV-coupé (a única em que estará disponível nesta versão elétrica), mas mais pelo trabalho feito na dianteira, com uma enorme grelha iluminada (de série), com 942 pequenos pontos de luz.

Também relevantes nesta nova assinatura visual do GLC são os novos grupos óticos dianteiros, que combinam design e performance. Segundo a Mercedes-Benz garantem um alcance de cerca de 600 metros, o equivalente a seis campos de futebol.

Maior e mais espaçoso do que nunca

MBUX Hyperscreen do Mercedes GLC elétrico integra navegação, multimédia e assistente com IA
Habitáculo do novo Mercedes GLC elétrico destaca Hyperscreen panorâmico e ambiente premium digital
Consola central do Mercedes GLC elétrico aposta em materiais premium e comandos físicos renovados
MBUX Hyperscreen do Mercedes GLC elétrico integra navegação, multimédia e assistente com IA
Habitáculo do novo Mercedes GLC elétrico destaca Hyperscreen panorâmico e ambiente premium digital

Por trás da estética está um trabalho aerodinâmico meticuloso que atinge um coeficiente de arrasto de apenas 0,26. Mas, apesar deste valor impressionante para um SUV, o novo GLC não sacrificou o porte físico — bem pelo contrário: em comparação com o modelo da geração anterior, cresceu em todas as dimensões, com mais 13 cm em comprimento (4,85 m), 2,3 cm em largura (1,91 m) e meio centímetro em altura (1,64 m). O aumento da distância entre eixos em 8,4 cm, para uns generosos 2,97 metros, traduz-se num habitáculo mais espaçoso, sobretudo nos bancos traseiros, onde a cota longitudinal ganha relevo.

A bagageira cresce para os 570 litros, e há ainda um generoso “frunk” de impressionantes 128 litros.

Na apresentação, o destaque vai inteiramente para o opcional MBUX Hyperscreen (opcional de 1550€), a maior superfície digital alguma vez instalada num Mercedes-Benz, com impressionantes 99,3 cm (praticamente um metro!), que se estende de pilar a pilar.

Este sistema, que agrupa instrumentação, infoentretenimento e controlos, está dotado de retroiluminação matricial com mais de mil LED individuais e escurecimento inteligente por zonas, permite ajustar simultaneamente várias áreas do ecrã, mantendo sempre as informações essenciais destacadas e acessíveis. Um detalhe que, sublinha a Mercedes, ajuda a reduzir distrações e, consequentemente, acidentes.

De referir que a proposta digital inclui mais de 40 aplicações, assistente virtual com IA da Microsoft e da Google, navegação com Google Maps e funções de entretenimento para o passageiro dianteiro. E a qualidade de construção supera o GLC convencional, quer nos materiais quer nos ajustes, deixando uma sensação de requinte superior.

O volante tem um design semelhante ao dos modelos mais recentes da marca, mas apresenta uma novidade importante: alguns dos botões dos raios são físicos, uma solução que a marca afirma ter recuperado após avaliar a opinião dos seus clientes.

Mais de 700 km de autonomia

Por agora, a única versão disponível é a GLC 400 4MATIC, que entrega um total de 489 cv e 800 Nm de binário máximo, graças a dois motores elétricos, um por cada eixo. Sempre que a procura de potência é baixa, o motor dianteiro é desligado, ficando o motor traseiro responsável por transmitir o movimento às rodas através de uma transmissão de duas relações, a primeira, de força, e a segunda desenvolvida para entregar potência a velocidades elevadas. Desta forma, a Mercedes garante uma aceleração progressiva ao longo de todo o regime útil dos motores. Mas também a pensar nos consumos.

Para o GLC 400 4MATIC, apenas disponível com uma bateria com 94 kWh de capacidade, a marca anuncia média de 15,1 kWh/100 km, o que corresponde a uma autonomia WLTP de 707 km entre carregamentos.

A nova plataforma MB.EA com arquitetura de 800 V permite cargas em corrente contínua a velocidades até 330 kW — o que torna possível adicionar até 305 km de autonomia em apenas dez minutos. Mas importa notar que o sistema elétrico do GLC também é compatível com postos de 400 V, funcionando até 100 kW, o que garante flexibilidade em infraestruturas menos recentes. Em corrente alternada, a capacidade de série é de 11 kW, mas é possível optar por um carregador de bordo de 22 kW por um acréscimo de 700 euros.

Suspensão, direção e segurança

Para a suspensão, a Mercedes-Benz oferece, opcionalmente, um sistema pneumático «derivado do Classe S» com o qual é possível modificar a altura da carroçaria (e a dureza através dos amortecedores controlados eletronicamente que também inclui). É ainda possível encomendar um sistema de direção no eixo traseiro (as rodas viram até 4,5 graus), que permite manobrar com mais facilidade na cidade e melhora a estabilidade a alta velocidade — um extra quase indispensável num produto com 4,85 metros e mais de 2,5 toneladas, pois reduz virtualmente o comprimento do carro em manobras e ambientes apertados. Entre as estreias, destacam-se ainda um novo sistema de travagem One-Box e a bomba de calor de série. No capítulo da segurança, a Mercedes-Benz realça a presença de até dez câmaras, cinco radares, 12 sensores ultrassónicos e um airbag central de série.

A versão de lançamento, GLC 400 4MATIC, está já disponível em Portugal a partir de 78.000 euros.

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