16 setembro 2025

GM reduz produção de veículos elétricos nos EUA

Cadillac OPTIQ-V

A General Motors (GM) está a reduzir a produção numa de suas principais fábricas de veículos elétricos, localizada nos EUA, como resposta à decisão da Administração Trump em retirar o apoio federal aos carros ecológicos.

A GM irá suspender a produção de dois SUV elétricos Cadillac na sua fábrica de montagem em Spring Hill, Tennessee, durante o mês de dezembro, avançou a agência Reuters. A unidade em causa produz ainda o Cadillac Lyriq de tamanho médio e o Vistiq, um SUV elétrico maior.

A GM também planeia reduzir significativamente a produção desses veículos durante os primeiros cinco meses do próximo ano, dispensando temporariamente um dos seus dois turnos.

Paralelamente, a construtora também planeia adiar indefinidamente o início de um segundo turno na unidade de Kansas City, que espera receber a montagem do Chevy Bolt EV ainda este ano.

Reduções estratégicas

Os ajustes à produção foram descritos pela GM como “estratégicos” e “em linha com o crescimento mais lento do que o esperado da indústria de veículos elétricos e a procura dos clientes”. Além do mais, salienta a empresa, pode fazê-lo, dada a sua “flexibilidade na produção de veículos com motor de combustão interna e veículos elétricos”.

O orçamento da Administração Trump, aprovado em julho, retirou o apoio fundamental aos veículos elétricos, incluindo um crédito fiscal de 7500 dólares (perto de 6500 euros) para os consumidores, que estava em vigor há cerca de 15 anos, o que está a influenciar a quebra na procura por este tipo de veículos nos EUA.

O sonho europeu

Com a venda da Opel, a General Motors abandonou, há quase dez anos, o mercado europeu. E, embora tenha dito em diversas declarações não estar arrependida do negócio, a construtora norte-americana não escondeu acalentar o sonho de voltar ao Velho Continente.

O regresso poderia ser realizado exclusivamente com veículos elétricos, no entanto a guerra comercial entre os vários mercados pode vir a tornar esse sonho uma miragem. Resta saber se a quebra da procura norte-americana por veículos elétricos pode vir a servir de impulso para a GM dar o salto para a Europa, onde precisaria de encontrar um parceiro forte.

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