1 março 2026

Dacia Spring 70 e 100: mais potência para o elétrico de eleição dos particulares

Dacia Spring 70 e 100 ganham mais potência para utilização urbana e periurbana

O Dacia Spring prepara-se para dar um novo salto na sua evolução com a chegada das variantes 70 e 100, duas motorizações mais potentes que pretendem manter o título de elétrico mais acessível do mercado, mas com respostas mais convincentes fora do ambiente urbano.

O Spring é, em Portugal, o automóvel 100% elétrico preferido dos clientes particulares, e é isso que a Dacia pretende manter, apresentando duas variantes que reforçam a competitividade de um dos protagonistas da democratização da mobilidade elétrica.

Desde a estreia em 2021, o Spring tornou-se um caso raro de sucesso num segmento dominado por propostas mais caras, somando mais de 140 mil unidades vendidas na Europa e assumindo um papel central na estratégia elétrica da Dacia. Em 2023, foi o quarto automóvel elétrico mais vendido em Portugal e o primeiro junto de clientes particulares pelo segundo ano consecutivo, consolidando uma trajetória que se reforçou em 2025, quando foi o elétrico mais vendido a particulares no mercado nacional.

É neste contexto de forte aceitação que surgem os novos Spring 70 e Spring 100, pensados para responder às críticas recorrentes à performance e para alargar o leque de utilizações sem abdicar da filosofia de custo total de utilização reduzido.

Mais potência e desembaraço

As novas variantes trazem dois motores elétricos de 70 cv (52 kW) e 100 cv (75 kW), que substituem os anteriores blocos de 45 cv e 65 cv e marcam uma subida relevante na performance do pequeno citadino.

A mudança reflete?se diretamente nas prestações: o Spring 70 passa a cumprir os 0?100 km/h em cerca de 10,3 segundos, enquanto o Spring 100 baixa esse registo para 9,6 segundos, valores que colocam o modelo num patamar bem mais competitivo face a outros urbanos elétricos. Segundo a marca, o ganho de 20% no binário útil entre 80 e 120 km/h permite acelerações mais seguras em vias rápidas, uma das limitações mais apontadas às versões anteriores.

Esta evolução mecânica é acompanhada por um conjunto de melhorias técnicas que visam tornar o Spring mais eficiente e mais confortável no dia a dia. No plano estrutural, a marca introduziu uma série de ajustes de engenharia destinados a melhorar o comportamento dinâmico e o conforto, fatores relevantes para um país como Portugal, onde o Spring é frequentemente utilizado como veículo principal em contextos periurbanos.

As alterações incluem uma nova afinação de suspensão, barras estabilizadoras redesenhadas e um sistema de travagem revisto, elementos que, em conjunto, prometem maior estabilidade em autoestrada e melhor filtragem das irregularidades do piso.

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Bateria menor, carregamentos mais rápidos

O Spring traz ainda uma novidade na bateria, agora LFP (lítio-ferro-fosfato) com cerca de 24 kWh de capacidade, ou seja, ligeiramente menor do que o anterior conjunto, mas que mantém uma autonomia combinada WTLP na ordem dos 225 quilómetros, graças também às otimizações na aerodinâmica, afinação de chassis, travões e direção. O consumo médio desce para cerca de 12,4 kWh/100 km na homologação WLTP, o que representa, de acordo com a informação técnica divulgada, uma melhoria de cerca de 9% face à geração anterior.

Mas o mais interessante é o facto de ter reduzido os tempos de carregamento. Em corrente contínua (DC), a recuperação de 20 a 80% faz-se em 29 minutos; já em corrente alternada, até um máximo de 7 kW, o carregamento passou a exigir apenas 3h20m, em vez das quatro horas anteriores.

Gama e preços em Portugal

A gama passa a organizar?se em torno de três níveis de equipamento, Essential, Expression e Extreme, com o motor de 100 cv reservado às versões mais equipadas, numa lógica semelhante à que a Dacia já aplicava ao antigo Spring Extreme de 65 cv. Mantém?se a filosofia de contenção de custos, com um preço base que, nos mercados de referência europeus, continua abaixo da fasquia simbólica dos 17 mil euros, embora as versões mais potentes e equipadas apresentem valores superiores, ainda assim alinhados com a imagem de marca “low?cost inteligente” da Dacia.

Para Portugal, ainda não há preços, mas é de esperar que se aplique a mesma lógica que nos restantes mercados europeus.

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