A revolução elétrica da lenda M chega com quatro motores

A divisão M da BMW prepara-se para escrever o capítulo mais radical da sua história. Mais de cinquenta anos após o seu nascimento, a lendária submarca desportiva confirma a inevitabilidade: o primeiro BMW M totalmente elétrico está a caminho.
Batizado provavelmente como iM3, a estreia de uma mecânica elétrica ao serviço da submarca desportiva M não será uma mera adaptação, mas antes uma reinvenção da "Máquina de Condução Definitiva", que promete potências até aos 1000 cv graças a uma arquitetura revolucionária com quatro motores.
Quatro motores, controlo absoluto
Assente na nova plataforma eléctrica Neue Klasse, o vindouro M elétrico utilizará quatro motores independentes, um para cada roda, organizados em dois conjuntos compactos (um por eixo). Cada motor está ligado a uma caixa de velocidades dedicada e a um inversor, criando um sistema de tração integral com múltiplas possibilidades.
Esta configuração permite um controlo dinâmico com precisão cirúrgica. O supercomputador Heart of Joy gere milimetricamente a potência e o binário enviados a cada roda, otimizando a tração, a estabilidade e a recuperação de energia até ao limite da aderência. E a revolução não se fica por aqui: o eixo dianteiro pode ser completamente desligado, transformando o iM3 numa máquina de tração traseira pura para uma condução mais dinâmica e eficiente.
Bateria de alto desempenho e um novo paradigma de materiais
Para alimentar esta fera elétrica, a BMW M desenvolveu uma bateria de última geração. Trata-se de uma unidade estrutural de 800 volts com mais de 100 kWh, integrada no chassis para aumentar a rigidez.
Seguindo uma filosofia Design to Power, os engenheiros privilegiaram o desempenho dinâmico e a potência de carregamento (até 400 kW) em detrimento de uma autonomia máxima. A química das células cilíndricas, o sistema de arrefecimento e a gestão energética foram todos otimizados para suportar descargas de potência contínuas e extremas.
A sustentabilidade também entra na equação desportiva. No interior, materiais inovadores como compostos de fibras naturais, desenvolvidos no automobilismo, vão substituir a tradicional fibra de carbono em várias aplicações. Esta mudança reduz as emissões de CO2 associadas à produção em cerca de 40%, sem comprometer o peso ou a resistência, mantendo intacto o ADN da BMW M.
Tecnologia de cockpit e a promessa de condução emocional
Ao volante, o ambiente será dominado pelo futurista sistema Panoramic iDrive, que integra três elementos-chave: o Panoramic Vision (que projeta informações numa faixa alongada na base do para-brisas), um ecrã central tátil de 17,9 polegadas e um head-up display tridimensional. Tudo é gerido por uma rede de "supercérebros" eletrónicos, que coordenam cada parâmetro do carro.
Além disso, a BMW M está determinada a provar que a emoção de condução não morre com o motor de combustão. Para isso, desenvolveu modos de condução específicos, uma simulação de mudanças de marcha e até uma nova assinatura sonora artificial, concebida para estimular os sentidos do condutor.
Como afirma Franciscus van Meel, o líder da divisão M, a tecnologia Neue Klasse permite “uma experiência de condução excecional”, mantendo a promessa de ser a máquina de condução definitiva, agora electrificada.