Quanto custam os acidentes na formula 1

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Quanto custam os acidentes na Fórmula 1?

Os acidentes fazem parte da história da Fórmula 1, com consequências mais ou menos nefastas, como qualquer apaixonado por esta modalidade sabe. Felizmente, os avanços nos monolugares usados trouxeram também evoluções ao nível da segurança passiva, o que tem permitido poupar a vida dos pilotos em acidentes que quase sempre acontecem a velocidades (mesmo) muito elevadas.

Na disciplina rainha do desporto automóvel é fácil de perceber que colisões ou despistes têm custos elevadíssimos para as equipas. Gastos que foram uma espécie de tabu durante muitos anos, mas que passaram a estar em cima de mesa porque a Federação Internacional do Automóvel (FIA) impôs limites orçamentais às equipas com o objetivo de reduzir custos e nivelar as capacidades de cada uma delas.

O valor em euros pode variar consoante o câmbio, uma vez que é estabelecido em dólares americanos, mas falamos de cerca de 130,9 milhões de euros, em 2021, e as equipas já sabem que, em 2022, estão obrigadas a gastar menos: à volta de 126,5 milhões de euros (de 145 milhões de dólares, em 2021, para 140 milhões, em 2022). Nota importante: estes tetos máximos não incluem pagamentos como ordenados dos pilotos, dos dirigentes ou com as ações de marketing.

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O dinheiro funciona muitas vezes como o mais potente dos motores de combustão interna e, com limites de gastos impostos pela FIA, o custo dos acidentes deixou de ter relevância apenas competitiva. As reações não se fizeram esperar e, por exemplo, responsáveis de equipas como Mattia Binotto (Ferrari) e Christian Horner (Red Bull) já vieram a público defender que a fatura dos acidentes deveria ser apresentada a quem provoca o desastre.

Mas, afinal, quanto custa um acidente na Fórmula 1? A Red Bull levantou o véu ao revelar o custo após o acidente de Max Verstappen, em Silverstone, que envolveu sir Lewis Hamilton. Nada mais, nada menos do que 1,8 milhões de dólares, o equivalente a cerca de 1,6 milhões de euros. Uma fortuna? Sem dúvida. Mas o canal de televisão Sky Deutschland dedicou-se a um exercício diferente, que revelou valores ainda mais elevados. Somou todos os custos com acidentes, por piloto, na temporada de 2021, e chegou a estes resultados:

  • Esteban Ocon: 280.000 €
  • Fernando Alonso: 315.000 €
  • Sebastian Vettel: 660.000 €
  • Daniel Ricciardo: 713.000 €
  • Antonio Giovinazzi: 854.000 €
  • Sergio Pérez: 939.000 €
  • Pierre Gasly: 1.113.000 €
  • Lewis Hamilton: 1.235.000 €
  • Lando Norris: 1.453.000 €
  • Carlos Sainz: 1.756.000 €
  • George Russell: 1.845.000 €
  • Kimi Räikkönen: 1.950.000 €
  • Nikita Mazepin: 2.468.000 €
  • Yuki Tsunoda: 2.606.500 €
  • Lance Stroll: 2.686.000 €
  • Valtteri Bottas: 2.713.000 €
  • Nicholas Latifi: 3.116.500 €
  • Max Verstappen: 3.889.000 €
  • Charles Leclerc: 4.046.000 €
  • Mick Schumacher: 4.212.500 €

Os modernos bólides de Fórmula 1 possuem a mais avançada tecnologia e muitos componentes que acabam por ficar danificados nos acidentes. Por isso, vemos tantos detritos em pista ou fora dela após um desastre.

Quanto custa um monolugar de Fórmula 1?

Se os custos de reparação são assim tão altos, quanto custa desenvolver um monolugar? A publicação One Stop Racing procurou uma resposta para esta pergunta, chegando a resultados astronómicos: desenvolver um monolugar de Fórmula 1 custa entre 135 e 361 milhões de euros e o custo do monolugar em si ascende a 18 milhões.

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Por peças, uma suspensão pode custar entre 90 mil e 135 mil euros, uma asa dianteira perto de 128 mil euros, ao passo que a traseira varia entre 76 mil e 95 mil euros. Um depósito de combustível custa perto de 28 mil euros e um volante, aquela peça multifunções, 45 mil. Como não podia deixar de ser, os valores aumentam quando falamos de uma caixa de velocidades (320 mil euros), do chassis (638 mil euros) ou do motor, sem surpresa a peça mais valiosa destas máquinas e que, só por si, pode custar mais de 16,5 milhões de euros.

Sem o ímpeto e a garra dos pilotos que abrilhantam o circo da Fórmula 1, este apaixonante desporto motorizado perderia o seu interesse. Mas numa era de contenção de custos imposta pela FIA por certo que os responsáveis das equipas gostariam que, por vezes, os seus ases do volante fossem um pouco mais cautelosos.

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