a historia do automovel

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Conheça a história do automóvel e como este foi inventado

Pode dizer-se que história do automóvel conta com cerca de 5 séculos de existência. Na verdade, a ideia de querer fazer movimentar uma “carroçaria” sobre quatro rodas remonta desde os pergaminhos de Leonardo Da Vinci. Além do seu génio dotado para as artes e para a ciência, este sonhou com o conceito do automóvel tal e qual como o conhecemos hoje.

Da criação de um protótipo de um veículo aéreo e um triciclo movido a corda, ambas as ideias culminaram no desenvolvimento de um verdadeiro automóvel em alguns dos esboços deixados pelo homem da época renascentista. Esta descoberta acabou por deixar cientistas e investigadores estupefactos com tamanha criatividade e originalidade.

Na verdade, no que toca à história automóvel, aquilo que muitos consideram ser inovações actuais, foram ideias repescadas do passado. O automóvel em si – como muitos dos objectos que usamos no quotidiano – não passou de uma necessidade. Porém, a revolução industrial e os automóveis em particular, acabaram por mudar e influenciar a sociedade e a forma como nos deslocamos.

Acredita se lhe dissermos que o primeiro veículo automóvel foi criado para ser um brinquedo? Mesmo tendo sido inventado como um modelo movido a vapor, a verdade é que foi esta criação que acelerou o desenvolvimento do primeiro carro com um motor de combustão.

Percorra a história do automóvel ao longo dos tempos e fique a conhecê-la melhor. Contada de forma breve, mas não descurando preciosos detalhes inovadores, esta é uma história que vale a pena ficar a conhecer.

Breve história do automóvel


carroça a motor de Nicolas-Joseph Cugnot

Por volta de 1672Ferdinand Verbiest – membro de uma missão jesuíta na China – construiu aquele que foi o primeiro veículo movido a vapor. Esta construção foi na prática, um brinquedo criado para o imperador chinês.

Por sua vez, os automóveis com motor a vapor começaram a aparecer em algumas partes do mundo apenas nos finais do século XIX, mais concretamente desde que o francês Nicolas-Joseph Cugnot apresentou, entre 1770 e 1771, uma carroça a motor. Tratava-se de um tractor de artilharia movido a vapor, cujo sucesso não foi atingido. Contudo, esta ideia propagou-se e acabou por influenciar mundialmente os primeiros fabricantes de automóveis a vapor.

Se por um lado estes veículos exigem cerca de 15 minutos de aquecimento antes para depois poderem andar, o resto são só qualidades, pois tudo o que estas pequenas locomotivas podiam utilizar na queima (querosene, carvão ou mesmo óleo) ficava mais barato que a gasolina, gasóleo ou o gás.

Ao mesmo tempo, este tipo de veículos podiam contar com uma tipologia de motores para oferecer um melhor desempenho, nomeadamente nos arranques, acelerações, subidas e até em termos de velocidade máxima.

Por outro lado, os motores a vapor, apesar de terem uma estrutura mais “arcaica” e bruta, duravam mais, eram mais eficientes, silenciosos e recorriam a menos peças.

Olhos postos no futuro com a criação da pilha de combustível

Em 1843 foi apresentada a primeira pilha de combustível, pelo britânico William Robert Grove. Este era um advogado, juiz e físico conceituado que marcou a história do automóvel por ter sido pioneiro na tecnologia da pilha de combustível.

Esta tecnologia rentável traduzia-se pelo abastecimento e conservação do hidrogénio líquido altamente eficiente, colocado dentro dos tanques de combustível dos automóveis.

Esta ideia, apesar de ser genial para a época, era igualmente preocupante pela questão da segurança, uma vez que os automóveis transportavam consigo autenticas “bombas”, carregadas com elevadíssimas pressões. Colocando o risco de os veículos poderem explodir a qualquer momento, esta tecnologia foi colocada de parte nos anos 60 e mais tarde recuperada, pelo programa espacial norte-americano da NASA.

Ao contrário do que a grande maioria das pessoas possa pensar, os carros a bateria eléctrica foram uma criação bem antiga, que remonta aos primórdios da indústria automóvel. Estes concorriam contra outras tecnologias existentes, como os automóveis movidos a vapor ou a gasolina. O mais interessante, é que esta batalha ainda perdura actualmente, em comparação com os carros movidos a combustíveis fósseis.

A título de curiosidade, o primeiro carro eléctrico foi criado entre 1832 e 1839, pelo escocês Robert Anderson. Ao mesmo tempo, Ferdinand Porsche – pai e criador da marca Porsche – criou o primeiro modelo – em 1898 – com o recurso a dois motores eléctricos colocados em cada uma das rodas dianteiras.

O “Primeiro” e moderno automóvel do mundo

primeiro veículo a combustão de Karl Friedrich Benz

Com tudo isto apresentado, resta dizer que com base do que começou por ser um mero brinquedo para um imperador chinês, acabou por, com o passar das décadas, dar origem no desenvolvimento de outras tecnologias que aceleraram a criação do primeiro automóvel com motor de combustão interna a gasolina.

Este feito foi garças à obra do Engenheiro Mecânico alemão Karl Friedrich Benz, cuja patente do primeiro veículo a combustão foi registada a 29 de Janeiro de 1886. É ainda importante referir que este marco na indústria automóvel veio dar origem aos carros modernos e a sua patente reside, desde 2011, no Registo da Memória do Mundo da UNESCO.

O seu (e nosso) primeiro automóvel continha um motor monocilíndrico a quatro tempos de alta rotação, com 954cc de cilindrada e uma potência equivalente a 0,75 cv às 400 rpm, disposto na horizontal. Este atingia uma velocidade máxima de 16 km/h.

motor do primeiro veículo a combustão de Karl Friedrich Benz

Mais tarde, em 1913, com as contribuições de Henry Ford e a primeira linha de montagem de automóveis a gasolina, o custo foi-se democratizando e conduziu ao fim dos automóveis a vapor. As caldeiras constituídas por 260 metros de tubos de aço inoxidável ou de cobre, resultava num processo de produção demasiado caro e dispendioso.

O futuro da história automóvel

Actualmente, com o previsível esgotamento dos combustíveis fósseis a médio prazo e com a grande e universal consciencialização para a pegada ambiental, começamos ironicamente a retomar algumas das soluções do passado e desenvolvimentos que foram abandonados há alguns séculos, quer seja pela mobilidade 100% eléctrica, quer pela utilização da pilha de combustível.

Crê-se que o futuro da história do automóvel seja composto por um novo e interessante caminho: carros movidos a ar comprimido. O intuito é que deixem de haver explosões de combustível e assim a envio total de emissões para o meio ambiente. O primeiro veículo deste género foi criado em 2003, pelo engenheiro francês Guy Negre, da MDI (Motor Development International).

Por sua vez, o grupo PSA (Peugeot-Citroën) chegou a prometer o lançamento de um carro híbrido gasolina/ar comprimido, para 2016.

Como 2016 já passou há muito tempo, podemos dizer que o projeto Hybrid Air do grupo PSA ficou adormecido, principalmente pelas dificuldades do grupo em reunir parceiros que dividissem os altos custos no desenvolvimento desta promissora solução para o nosso futuro.

Resta-nos esperar pelas alternativas que possam mudar a história do automóvel para algo promissor e realisticamente acontecer, uma vez que os combustíveis de origem fóssil começam a ter os dias contados.

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