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Mercedes Classe C Station – A referência entre as carrinhas premium

A Mercedes subiu a parada. Se o Classe C sempre foi o premium preferido em Portugal, esta nova geração tem tudo para o continuar a ser. 

Estivemos ao volante da nova Mercedes Classe C Station e mostramos porque é que continua a ser a referência entre as carrinhas premium.

Confortável como sempre, mas mais avançado do que nunca. Esteticamente a nova Mercedes Classe C Station continua igual a si mesma. É imediatamente reconhecida como uma Classe C, mas foram adicionados aqui e ali pormenores que a tornam mais contemporânea, numa simbiose perfeita entre o classicismo e o desportivismo que só a Mercedes consegue fazer.  

Exemplo disso, são as embaladeiras laterais bem pronunciadas, os vincos no capot, o design agressivo do novo grupo ótico, e a adição de pequenas estrelas na grelha frontal. Um pormenor digno de um Classe S, um topo de gama, mas que encontramos neste Classe C, o executivo mais barato da Mercedes. 

E isto, é apenas um presságio de tudo o que podemos encontrar neste carro.

É um pouco do que gostamos de chamar “filosofia matrioska”: O Classe C é inspirado no Classe E, e o Classe E é por sua vez inspirado no Classe S. E se o Classe S é para muitos considerado o melhor carro do mundo, será mau o interior desse carro é “emprestado” ao seu irmão mais novo? Não. Muito pelo contrário…

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Interior

É no interior que reside a grande novidade e a grande revolução para este W206, a 5ª geração do Mercedes Classe C. É na verdade muito semelhante ao do Mercedes Classe S, um carro com um valor praticamente 3x superior.

Do topo de gama da Mercedes surge não só este ecrã central de 11,9’’, ao estilo tablet, mas também a inspiração no que à qualidade de materiais diz respeito.

Um design simples, mas não simplista, mais jovial do que clássico, e com tecnologia que deixa a concorrência a léguas de distância.

Graças à inspiração no Classe S ganhamos agora no Classe C funcionalidades que à partida poderíamos pensar que seriam inéditas num modelo deste segmento, como por exemplo, o comando para ajustar os bancos, que graças ao pack premium, são elétricos, são praticamente imóveis, e funcionam através de sensitividade. Ou seja, os botões não se mexem, ajustam a posição do banco através do simples toque. 

E graças à adição do “tablet” central, e em junção com este botões elétricos, encontramos esta funcionalidade particularmente interessante. Através da indicação da nossa altura no sistema de infoentretenimento, o carro calcula a posição de condução ideal para nós, ajustada ao milímetro.

E por falar em bancos, os bancos do novo Mercedes Classe C são sem sombra de dúvida os bancos mais confortáveis de todos os carros de segmento D. O suporte que oferecem, sobretudo na zona inferior das pernas, permite-nos desfrutar de viagens de largas horas sem que o cansaço se apodere do nosso corpo.

E para os ocupantes traseiros, o design engenhoso dos bancos frontais, com a parte superior mais saliente do que a parte inferior, permite-nos ganhar toneladas de espaço para as pernas dos ocupantes.

Na bagageira, os 490L desta Station, apesar de não serem a maior do segmento, são mais do que suficientes para as viagens em família. 

No entanto, claro que nem tudo é perfeito no interior deste Classe C. O novo sistema de infoentretenimento, apesar de muito completo e permitir um sem fim de funcionalidades, obriga a retirar os olhos da estrada para operar.

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Outros dos fatores que nos fizeram alguma confusão durante estes dias que passamos com a Classe C foi o tamanho dos botões deste volante. Apesar do design ser fabuloso, os botões são demasiado pequenos, e damos por nós a enganar-nos várias vezes sempre que queremos realizar alguma operação.

O único botão aqui que funcionou perfeitamente é o botão de subir e descer o volume do rádio. Mas que graças à adição desta barra de atalhos na zona inferior do tablier, nos permite também muito facilmente fazê-lo na consola central. 

É também através do novo ecrã central que comandamos a climatização, que deixou de ter botões físicos para passar a ser 100% digital. Ainda assim, continua fácil de operar pois esses comandos estão sempre visíveis e não escondidos em sub-atalhos.

E o mais cool? É que sempre que alteramos a temperatura da climatização, as luzes LED das saídas de ar ficam vermelhas se selecionarmos uma temperatura mais quente, ou azul se selecionarmos uma temperatura mais fria. Tudo isto integrado numa iluminação ambiente que combina 64 cores diferentes e que fazem sentir que viajamos a bordo de um automóvel verdadeiramente especial. 

Ao volante

mercedes class c

Se no exterior e no interior o Mercedes Classe C se inspira nos modelos superiores da Mercedes, já na condução, o Mercedes Classe C está mais BMW Série 3, no bom sentido claro.

Não está ainda com um feeling tão desportivo como o BMW, felizmente, pois essa não é a identidade da Mercedes, é uma marca que se pauta mais pelo conforto, mas nota-se claramente que o chassis deste W206 está dinamicamente mais capaz.

Mas não é nas estradas sinuosas que esta C Station dá cartas. É em autoestrada. E esta versão em particular, a C300d, é uma estradista pura, e uma central nuclear de potência.

Do motor 2.0 são extraídos 265cv, aos quais se somam 20cv de motor elétrico mild hybrid. No total, o conjunto disponolibiliza 550Nm, o que levam esta Classe C a cumprir o sprinto dos 0 aos 100km/h em apenas 5,8s, e atingir 250km/h de velocidade máxima, limitada eletronicamente. 

A força nunca mais acaba, e quanto mais carregamos no acelerador, mais velocidade nos dá. É claramente um carro desenhado para a autobahn, e o próprio rake desta carrinha (um termo muito usado na Fórmula 1 que não é mais do que a diferença de altura ao solo entre a parte dianteira e traseira) garante enorme estabilidade a altas velocidades.

Apesar da força e do andamento, os consumos são impressionantes. É um motor que nos faz perceber porque é que o diesel ainda é tão amado, e é a motorização certa para um estradista.

Em modo eco, este motor tem a capacidade de desligar 2 cilindros, e é por isso que consegue registos abaixo de 6L aos 100km/h. E como esta versão traz um depósito de capacidade alargada, é muito fácil fazer mais de 1000km entre abastecimentos.

Mas a Mercedes C300d não é só uma excelente proposta pelo motor que traz, mas também pelo nível de equipamento de série, que é bastante completo quando comparado com outras motorizações. Esta motorização já vem de série com:

    • Linha interior e exterior AMG
    • Faróis LED alta performance
    • vidros escurecidos
    • Pack espelhos (com função anti-encadeamento e rebatíveis)
    • Além de Carplay
    • Câmaras de estacionamento
    • Wireless Charging
    • Park Assist
    • Iluminação ambiente

E ainda, a assistente pessoal “Mercedes Benz”, que é muito útil a cumprir os nossos “caprichos”.

Preços

Por último, falta apenas falar de preços. Preço da C300d Station começam nos 62.350€. A versão de entrada na gama, a C200d Station tem preços a iniciarem-se nos 55.500€ e C200, com motor a gasolina, é a mais barata, com preços a partir de 51.000€.

As versões station custam sensivelmente mais 2000€ que as versões sedan, independentemente da motorização.

c300d

Em suma, a Classe C continua a ser a referência e o alvo a bater dentro dos carros premium alemães. 

É a mais confortável, sem sombra de dúvidas, e aquela que oferece um interior mais tecnológico, embora no que toca a qualidade de materiais, a BMW se tenha aproximado muito e faça jogo igual. 

Não é a carrinha mais divertida de conduzir, esse título continua a pertener à BMW Série 3, mas neste segmento, a grande generalidade das pessoas procura conforto para andar com a família, e talvez essa seja a principal premissa a seguir.  

Espero que tenham gostado deste vídeo, digam-me nos comentários se neste frente-a-frente preferem a BMW Série 3 ou esta Mercedes Classe C, e porquê, e se tiverem sugestões de automóveis que gostavam de ver em ensaio, digam-nos também. 

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