Comprar moto nova ou usada

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Comprar moto nova ou usada?

Quer comprar moto mas não consegue decidir-se por uma nova ou por uma usada? Não desespere: neste artigo vamos ajudá-lo a esclarecer todas as dúvidas e a refletir sobre o negócio mais seguro e vantajoso para si.

Vantagens e desvantagens de comprar uma moto nova

Vantagens

1 – Garantia de fábrica: O primeiro dono tem sempre o benefício de comprar a moto nas melhores condições, com peças originais, sem arranhões e com a segurança de que o veículo tem a garantia do fabricante.

2 – Financiamento: Os fabricantes trabalham com instituições bancárias que propõem soluções de financiamento vantajosas para o cliente.

Desvantagens

1 – Preço: zero quilómetros significa mais caro.

2 – Desvalorização anual: Todos os veículos novos desvalorizam ao sair da loja. Em média, uma moto perde, anualmente, entre 4% a 8% do seu valor ao longo dos três primeiros anos.

Comprar moto usada: bom ou mau negócio?

No caso de pretender comprar uma moto usada, há muito mais para levar em conta.

1 – A quem comprar: A um vendedor particular, a um concessionário oficial ou a uma loja especializada? Encontramos na internet inúmeros sites de vendas de motos. As marcas oficiais têm áreas específicas de serviços de venda de motos usadas, tanto online como em concessionários. E há centenas de anúncios de vendedores particulares.

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Se o custo de compra é decisivo para si, é nos vendedores particulares que encontrará preços mais baixos. O preço mais baixo torna esta opção mais tentadora, mas há diversas questões a ter em conta para não comprar gato por lebre.

2 – Qualidade: No concessionário, representante oficial ou loja especializado terá maior certeza de fiabilidade e garantia, contará com moto em bom estado, inspecionada, com histórico de serviço e de peças substituídas e acesso ao plano de manutenção. Já os vendedores particulares, muitas vezes não conseguem comprovar a manutenção, peças e serviços efetuados ao longo da história do motociclo ou terem conhecimento se a moto foi roubada ou esteve envolvida em acidentes (são comuns os casos em que essa informação foi propositadamente ocultada).

3 – Garantia: O vendedor especializado é obrigado a oferecer garantia, o particular vende a moto como está (a não ser que a mesma ainda esteja na garantia oficial). Havendo problemas, o vendedor oficial aceita a moto para verificação. Já o particular…

4 – Reparações, manutenção e oficina: Um vendedor oficial proporciona serviços de reparação e oficina. Num particular, mesmo que a manutenção esteja em dia, esta poderá ter sido efetuada pelo próprio ou numa oficina não autorizada pela marca, pelo que poderá não ter a mesma garantia de qualidade, assistência por mão de obra especializada ou peças originais. Peça o livro de manutenções periódicas previstas pela marca.

5 – Financiamento, registos e transferência de propriedade: Um particular dificilmente oferecerá opções de financiamento ou ajudará na burocracia.

6 – Verificações: Marque uma visita para verificar a moto, analisar a documentação e colocar dúvidas ao vendedor. Preste particular atenção ao histórico de manutenção, número de chassis ou quadro (VIN) e registo de propriedade e peça para ver o manual de instruções. Questione sobre o kit de ferramentas original – algumas motos têm este kit para pequenas reparações ou intervenções de emergência.

Peça para ver a moto fria (motor quente ou já a trabalhar pode esconder problemas). A frio perceberá a capacidade de arranque e a condição da bateria.

Elementos a verificar antes de comprar um moto usada

Motor: procure danos ou desgaste exterior nas tampas, bloco ou fugas nas juntas, fugas do líquido refrigerador no topo do motor e fugas de óleo nas vedações e zona inferior. Investigue fugas de fluídos no chão, nas juntas em borracha e ao longo do radiador. Atente ao cheiro intenso de óleo ou do líquido refrigerador (adocicado), que podem significar fugas.

Chassis: verifique possíveis falhas de pintura ou corrosão que possam vir a enferrujar, bem como rachas ou ausência de peças.

Suspensão: procure fugas nos amortecedores, vedantes gastos ou peças que precisem de substituição.

Rolamentos: não devem estar gordurosos por fora. Movimente a moto e fique atento a ruídos estranhos.

Corrente e cremalheira: verifique se está bem lubrificada, com dentes limpos, sem falhas ou sinais de desgaste.

Cabos e ligações elétricas: não devem ter folgas ou fazer ruídos esquisitos.

Pneus: procure indicadores de desgaste nos rastos.

Pintura e painéis exteriores: procure riscos, falta de componentes e alterações.

Punhos, manetes de travão e apoios de pés: quando as motos caem, estas são, normalmente, os primeiros elementos a tocarem no chão. Se estiverem amolgados ou riscados…

Braços de suspensão: devem estar direitos e livres de riscos. Borrachas e vedantes não devem ter fugas ou estar rachadas.

Artigo relacionado: Inspecção de motos obrigatória a partir de 2022

Bateria: verifique a data e se está limpa. Os terminais devem estar limpos, sem corrosão e bem apertados aos cabos positivo e negativo. Se houver outras ligações à bateria, pergunte porquê.

Fluido de travões: verifique condições e nível do fluído, que deve ter cor dourada ou acobreada. Se estiver castanho-escuro, tem de ser substituído.

Depósito de combustível: a tampa deve funcionar e selar bem, sem emissão de odores a combustível. Procure eventuais falhas ou rachas. Os tubos de ligação de combustível do depósito ao motor não devem ter cortes ou falhas.

Luzes: todas as luzes devem funcionar. O farol principal (ou faróis) deve acender com a ignição. Se a motor for mais antiga, haverá um interruptor.

Verifique se a moto que tem à sua frente corresponde à que viu nas fotos e experimente-a, “ouvindo-a”. Fique atento a ruídos, sons estranhos e componentes soltos na suspensão e direção. Os travões funcionam bem e de forma suave?

Por fim, não se precipite. A compra de uma moto implica um gasto elevado de tempo. Avalie com atenção todos os pormenores sobre as motos novos e usadas em que estiver interessado e faça uma escolha consciente.

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