fiat 500e Spoticar

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A forma como conduzimos tem impacto na autonomia de um elétrico? Sim, e mais do que imagina

Conteúdo patrocinado por: Spoticar

Conduzir um elétrico não é mais difícil do que conduzir um carro diesel ou gasolina convencional. No entanto, e se quisermos explorar ao máximo todo o potencial e todos os recursos desta tecnologia, temos necessariamente que nos adaptar a um diferente estilo de condução.

E foi precisamente para demonstrar que a forma como conduzimos tem um grande impacto na autonomia de um carro elétrico que juntamos dois condutores: um habituado a conduzir um elétrico no dia-a-dia; e outro que até então nunca tinha conduzido um elétrico (nem tampouco um carro automático).

Ambos os carros partiram de um concessionário Spoticar com 81% de bateria. O objetivo era percorrer os cerca de 100km que distam Setúbal e Tróia, por via terreste, escolhendo cada condutor o trajeto, e aplicando as técnicas de condução a que estão habituados.

Num carro elétrico, a viagem começa muito antes de ligar a “ignição”, nomeadamente com a preparação. O primeiro trajeto sugerido pelo GPS nem sempre é o melhor, tal como acontece neste caso. A auto-estrada é “inimiga” dos carros elétricos, como tal, e como neste trajeto circular pela auto-estrada representava apenas um ganho de 4 minutos, o condutor “mais experiente” escolheu ir pelo IC2, o que permitiu manter os consumos mais baixos, e desde logo levar ali uma grande vantagem.

Após entrarem novamente na mesma via, e distando apenas 6km entre um e outro automóvel (fruto das diferentes velocidades de circulação em auto-estrada e num itenerário complementar), a diferença na carga das baterias superava os 10% e os consumos mais de 2kWh/100km, o que neste automóvel em particular significava uma perda de autonomia de praticamente 70km (isto quando apenas estava percorrida parte da viagem).

Nos derradeiros 60 quilómetros da viagem, ao encurtar distâncias entre os carros, os consumos foram tendendo para a aproximação, e na chegada ao destino no entanto, desfasada em apenas 2 minutos, os dois Fiat 500e diferiam em 7% de bateria: 49% e 42%, respetivamente. 

Apesar de o condutor mais experiente ter recuperado tempo durante a última tranche da viagem, a aplicação de técnicas de condução defensiva, e os vários modos de regeneração de energia nos momentos certos, permitiu não aumentar os consumos do carro, que se mantiveram praticamente inalterados durante toda a viagem: 11.7kWh/100km versus 13.6kWh/100km. 

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